A ideia é simples e, do ponto de vista estritamente econômico, benéfica para o consumidor, porém, pode ter um efeito devastador para as usinas sucroalcooleiras. Em algumas cidades brasileiras os postos de combustíveis já exibem há algum tempo a paridade entre o etanol e a gasolina, deixando visível e evidente qual combustível pode rodar mais com menos dinheiro.
Desde 2009, quando o governo de Minas Gerais sancionou uma lei com a exigência da placa com a conta do combustível mais vantajoso, o assunto está no radar. A possibilidade da iniciativa se espalhar, em nível estadual, aumentou, com o Distrito Federal abraçando a proposta. O início de um “surto” legislativo, com projetos semelhantes pipocando nas assembleias estaduais é o temor de entidades ligadas ao setor produtivo e de distribuição.
Esta perspectiva está gerando manifestações contrárias de representantes dos setores sucroalcooleiro e de distribuição de combustíveis, mas, como a iniciativa soa tão bem aos ouvidos do consumidor, cada novo lugar que adota a medida se torna um agente de proliferação.
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