No total, 37 unidades da região poderão enviar 147,54 mil toneladas com tributação reduzida na temporada global 2023/24
Um mês após receberem a confirmação de uma segunda cota adicional para a exportação de açúcar aos Estados Unidos na safra 2022/23 (outubro a setembro), as usinas da região Norte-Nordeste também foram informadas sobre a divisão da cota preferencial para 2023/24. O volume repete a divulgação inicial do ano passado, com 147,54 mil toneladas.
A portaria com o rateio foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 20, pelo Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).
Como forma de trazer mais previsibilidade aos produtores da região, a divisão segue regras previamente impostas pela pasta. Este ano, a principal novidade é a inclusão da usina Pumaty, de Joaquim Nabuco (PE), que opera sob o comando de uma cooperativa de produtores.
Desta forma, 37 usinas participaram do rateio. Alagoas será responsável por 46,2% dos envios, com 68,18 mil toneladas divididas entre 15 usinas do estado. Em seguida, Pernambuco atenderá 30,1%, totalizando 44,35 mil toneladas da commodity por meio de 11 unidades.
Também participam do rateio: Rio Grande do Norte (9,22 mil t); Paraíba (7,62 mil t); Sergipe (5 mil t); Piauí (4,51 mil t); Bahia (3,9 mil t); Pará (2,69 mil t); Maranhão (1,55 mil t) e Amazonas (537,03 t).
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, você confere a relação completa das usinas participantes e o volume atribuído a cada uma delas.
Um mês após receberem a confirmação de uma segunda cota adicional para a exportação de açúcar aos Estados Unidos na safra 2022/23 (outubro a setembro), as usinas da região Norte-Nordeste também foram informadas sobre a divisão da cota preferencial para 2023/24. O volume repete a divulgação inicial do ano passado, com 147,54 mil toneladas.
A portaria com o rateio foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 20, pelo Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).
Como forma de trazer mais previsibilidade aos produtores da região, a divisão segue regras previamente impostas pela pasta. Este ano, a principal novidade é a inclusão da usina Pumaty, de Joaquim Nabuco (PE), que opera sob o comando de uma cooperativa de produtores.
Desta forma, 37 usinas participaram do rateio. Alagoas será responsável por 46,2% dos envios, com 68,18 mil toneladas divididas entre 15 usinas do estado. Em seguida, Pernambuco atenderá 30,1%, totalizando 44,35 mil toneladas da commodity por meio de 11 unidades.
Também participam do rateio: Rio Grande do Norte (9,22 mil t); Paraíba (7,62 mil t); Sergipe (5 mil t); Piauí (4,51 mil t); Bahia (3,9 mil t); Pará (2,69 mil t); Maranhão (1,55 mil t) e Amazonas (537,03 t).

A divisão da cota segue normas e padrões definidos pelo Mapa. O rateio é feito a partir da participação da produção de cada usina na safra anterior, de acordo com os valores declarados pelas próprias companhias no Sistema de Acompanhamento de Produção Canavieira (SAPCana).
Dentre as usinas, a unidade com maior participação é a alagoana Coruripe, do grupo homônimo, que poderá enviar até 11,28 mil toneladas na temporada, o equivalente a 7,6% do total. Apesar disso, o volume representa uma queda de 14,5% em relação à cota preferencial estabelecida um ano antes.
Na sequência, a Central Olho D’Água, de Camutanga (PE), recebeu 8,79 mil toneladas na divisão (+11,6%), ou 6% do total. Já a Caeté, de São Miguel dos Campos (AL), poderá exportar até 7,78 mil toneladas (+13,8%), ou 5,3% do volume.
Entre as 15 usinas com as maiores participações, sete são de Alagoas e cinco são de Pernambuco. Além disso, Rio Grande do Norte, Piauí e Paraíba têm uma representante cada. Juntas, elas representam 65% do volume estabelecido na cota preferencial.

Considerando todas as unidades, a maior variação positiva na comparação anual é da usina Cruangi, de Timbaúba (PE), que poderá exportar até 2,29 mil toneladas em 2023/24, alta de 150,4%. Em contrapartida, a Mandacaru, de Juazeiro (BA), teve uma queda de 40,9%, para 3,9 mil toneladas.
Cotas adicionais
Mesmo com a definição anual da cota preferencial de exportação de açúcar, o governo dos Estados Unidos ainda pode determinar volumes adicionais do adoçante que receberão condições tributárias especiais. A definição visa manter um equilíbrio entre a oferta e a demanda.
Assim, quando o país norte-americano identifica esta necessidade, são criadas cotas extras a serem distribuídas entre os principais países produtores da commodity, entre eles o Brasil.
Na safra 2022/23, por exemplo, foram criadas duas cotas além da preferencial. Ao todo, as usinas da região puderam exportar até 217,65 mil toneladas, um aumento de 47,5% ante o acordo inicial, que previa 147,54 mil toneladas.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de outubro de 2022 a agosto de 2023, os portos da região Norte-Nordeste despacharam 259,4 mil toneladas de açúcar com destino aos EUA. No mesmo período, considerando também os estados do Centro-Sul, o total de açúcar enviado para o país sobe para 582,84 mil toneladas.
Renata Bossle – NovaCana