Recentemente, os preços do petróleo atingiram máximas desde 2022. A disparada do ouro negro no mercado internacional, ocasionada especialmente pela guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, gera uma reação em cadeia. Impactos no diesel e nos preços dos fertilizantes, por exemplo, podem ser sentidos e geram instabilidades na operação das sucroenergéticas.
Segundo o analista sênior da Datagro, Paulo Bruno Craveiro, “é preciso ter frieza” para negociar o combustível fóssil usado na operação dos maquinários agrícolas.
“Temos um exemplo recente da guerra da Ucrânia com a Rússia, em que houve aquele desespero para compra e estocagem de insumos, e as usinas que fizeram esse movimento mais brusco na aquisição de fertilizante acabaram tomando um prejuízo maior”, relembra.
Para ele, não há risco de faltar produto: “Isso já é claro, não precisa ter esse medo. É saber administrar essas compras”.
Membra do conselho administrativo da usina Água Bonita, Tânia Pires Holzhausen aponta que a empresa possui estratégias de estocagem de diesel. Como a sucroenergética já iniciou a safra, parar causaria um impacto muito grande nas contas.
“O nosso pulmão é pequeno, então, buscamos estocar porque o nosso preço no pool de compra [estratégia de aquisição coletiva de volumes elevados] já está muito bem alinhado. Fomos buscar uma maneira de ter um pulmão maior para que não paremos, pois parar ainda custa mais caro do que o aumento do diesel”, aponta.
Já conforme a superintendente administrativa e financeira da usina nordestina Agrovale, Juliana Mikaela Alves, a empresa não está “entrando muito nesse desespero atual”, também devido à estratégia de compra já definida.
Na matéria completa (exclusiva para assinantes NovaCana), você lê mais detalhes sobre as formas como as usinas lidam com a elevação dos preços dos insumos.
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR