A produção brasileira de etanol a partir do milho deverá aumentar 30% na temporada 2026/27, de 9,8 bilhões de litros para 12,8 bilhões de litros, conforme dados da Datagro. Já para o Bradesco BBI, 11 bilhões de litros de litros devem ser produzidos neste ciclo, alta ano a ano de 19,3%.
Como a maior parte do produto permanece no mercado doméstico, o fornecimento para distribuidoras também deverá crescer. Ao longo de 2025, as empresas que usam milho e sorgo como matéria-prima na fabricação do etanol ofertaram 7 bilhões de litros; deste volume, 3,05 bilhões foram de anidro e 3,95 bilhões de litros de hidratado.
No total, houve um crescimento de 25,9% no comparativo com 2024, o equivalente a 1,44 bilhão de litros. O destaque é para o incremento de 44,1% ano a ano do anidro.
Os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) se referem ao período de janeiro a dezembro do ano passado.
Além disso, a reguladora traz que uma quantia menor foi comercializada pelas produtoras que utilizam cana e milho, somando 837,6 milhões de litros, uma redução de 1,4% em relação a 2024.
A partir dos dados divulgados pela ANP, o NovaCana compilou o histórico e a evolução das vendas nacionais de etanol, incluindo um ranking com as principais fornecedoras de 2025. Os números estão disponíveis em uma planilha exclusiva do NovaCanaDATA – plataforma exclusiva para assinantes.
Em sua base, a agência considera apenas a comercialização para distribuidoras de combustíveis, excluindo vendas para outras usinas ou empresas comercializadoras de etanol (ECE). Para esta reportagem, foi utilizada a posição dos números no dia 7 de abril.
Considerando todas as matérias-primas utilizadas e mapeadas pela agência, 20% do fornecimento de 2025 foi proveniente de milho e sorgo e somente 0,03% de usinas que usam milho e cana; 62% foi proveniente somente da cana.
Ao longo do ano, o mês que concentrou o maior fornecimento de etanol hidratado de milho e sorgo foi abril, com 409,62 milhões de litros. No caso do anidro, dezembro abarcou as maiores vendas, somando 354,93 milhões de litros.
A posição de maior fornecedora do ano seguiu com a Inpasa, como ocorre desde 2022. Aliás, a liderança acontece não somente no quesito de etanol de milho, mas no volume geral comercializado ao longo do ano. Foram 4,32 bilhões de litros em 2025, com elevação anual de 46,2%. A maior quantia vendida ocorreu em dezembro, com 444,67 milhões de litros.
A FS veio em seguida, também como ocorre desde 2022. No ano passado, a empresa forneceu 2,01 bilhões de litros, elevação de 1,2% ano a ano.
A Cerradinho Bioenergia veio a seguir, a partir da produção de sua subsidiária Neomille, com um volume de 498,46 milhões de litros (+23,4%). Já a quarta posição foi da Cargill Bioenergia, empresa que alia cana e milho na sua fabricação, com 312,57 milhões de litros (-17,8%).
Da listagem de 18 empresas, 11 apresentaram redução de fornecimento ano a ano, sendo que a maior delas foi de 97,9%, da GEM, de Acreúna (GO). O aumento mais proeminente, por sua vez, foi da Caçu, de Vicentinópolis (GO), com 60,9%.
A reportagem completa contém gráficos com dados de:
- Fornecimento de etanol por matéria-prima
- Fornecimento anual de anidro e hidratado (sorgo e milho | cana e milho)
- Fornecimento mensal de anidro e hidratado
- Fornecimento de etanol de milho pelos principais grupos
- Listagem completa das fornecedoras de etanol de milho e variação anual
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