A indústria 4.0, com nível de automação elevado, e o acompanhamento dos processos são tidos como fatores relevantes para o bom desempenho da planta de etanol de milho. Aspectos como o acesso remoto à planta em tempo real e investimentos em inovações tecnológicas – como softwares, equipamentos e insumos – podem melhorar a análise de dados e a inteligência de sistemas.
Esta visão foi compartilhada pela gerente corporativa de processos da FS, Caroline Lindemann. Ela pontua que, com a automação presente em 98% dos processos das usinas, os dados produtivos do grupo são verificados mensalmente para facilitar a previsibilidade da produção e os rendimentos.
Ela falou para representantes da cadeia de etanol de milho durante a nona edição do TecoLatin America, evento promovido pela Novozymes que acontece nos dias 4 e 5 de outubro, em São Paulo (SP).
Lindemann destaca que as mais novas usinas do grupo atingiram os desempenhos produtivos desejados com muito mais rapidez em relação à primeira unidade a entrar em operação. Isso foi possível, segundo ela, devido à otimização dos processos.
Além disso, a inteligência artificial e a agricultura de ultra precisão também podem ser usadas na operação das usinas. Essas são algumas das tecnologias usadas pela São Martinho, conforme o gestor de inovação da São Martinho, Walter Maccheroni.
A ICM, líder mundial na tecnologia de conversão dos cereais em etanol, trabalhou nas três plantas da FS, além de atuar com a Usimat, considerada pioneira no etanol de milho, e com da Neomille, da CerradinhoBio.
O especialista sênior de desenvolvimento de negócios da empresa, Daniel Ruschel, destaca os dois principais investimentos na hora de iniciar um projeto: o custo de investimento inicial da planta e os aportes vitalícios de manutenção. Segundo ele, a companhia precisa ter certeza de que está investindo em uma engenharia de qualidade para não ter uma oneração excessiva neste segundo momento.
Ruschel aponta outros fatores aos quais os interessados em etanol de milho devem estar atentos, desde a fase de engenharia, para não ser necessário parar as operações para reparos. “A tecnologia é o coração da planta e a engenharia é um fator muito crítico do processo”, considera.
De acordo com Ruschel, a primeira moagem deve ser uma etapa tranquila, desde que não se negligencie as anteriores. Com isso, ele destaca a importância de um projeto bem-feito e executado.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
Conteúdo patrocinado pela Novozymes