O volume de etanol exportado pelo Brasil no mês de março mais que dobrou em comparação com o total visto no mês anterior. O cenário é contrário ao do açúcar, que diminuiu seu montante despachado na mesma comparação.
No terceiro mês deste ano, o país exportou 182,22 milhões de litros do biocombustível, um aumento de 152,3% ante os 72,23 milhões de litros enviados em fevereiro. Na comparação anual, entretanto, o volume representa uma queda de 3,2%.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.
Com mais etanol sendo vendido, o preço médio do combustível renovável caiu 3,9% ante fevereiro, ficando em US$ 683,97 por metro cúbico. Ainda assim, o valor negociado foi 44,5% superior ao praticado em março de 2021, US$ 473,31/m³.
Os preços estão acima de US$ 600/m³ desde setembro do ano passado. Antes disso, um preço acima desse patamar foi observado em março de 2020, época de eclosão da pandemia de covid-19.
Em março, a receita arrecadada com as vendas de etanol chegou a US$ 124,64 milhões, um crescimento mensal de 142,4%. Já na comparação anual, o faturamento com o biocombustível aumentou 40%.
Os principais destinos do etanol brasileiro foram: Coreia do Sul (115,66 mil L); Países Baixos (36,37 mil L); e Japão (19,06 mil L).
Considerando o volume acumulado do ano, foram exportados 356,1 milhões de litros, 32,6% a menos do que o montante enviado no primeiro trimestre de 2021, de 528,3 milhões de litros. No trimestre, a receita chegou a US$ 244,11 milhões (-0,6%), com um preço médio de US$ 685,51/m³ (+47,4%).


Giully Regina – NovaCana
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