
Além da unidade em Muquém do São Francisco (BA), o polo deve incluir duas usinas em Barra (BA)
A Serpasa Agroindustrial, do grupo Paranhos, em Muquém do São Francisco (BA), deve se tornar a primeira usina sucroenergética do polo agroindustrial e bioenergético do Médio São Francisco, em implantação, que entrará em operação neste primeiro semestre de 2022.
A unidade, segundo o vice-governador e secretário do Planejamento João Leão, tem obtido produtividade superior a 300 toneladas de cana-de-açúcar por hectare e serviu de “quebra gelo” para novos investidores, funcionando como um exemplo de sucesso.
A usina terá 22 pivôs de 110 hectares e uma área de 2 mil ha de cana plantada. Com isso, a expectativa é que o empreendimento gere 3,5 mil empregos diretos e indiretos, incluindo o plantio e a usina.
“A previsão é chegar a 10 mil ha irrigados, atingindo 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com 60 pivôs e o restante no sistema gotejamento. Nossa expectativa é muito positiva. O mercado com bons preços de etanol e boa probabilidade de futuro, através de produção de energia limpa com baixa emissão de carbono na atmosfera”, afirma o CEO da Serpasa Agroindustrial, Sérgio Paranhos.
Outra usina sucroenergética, a Bevap Bioenergia, assinou protocolo de intenções em 2020. Ela deve produzir etanol, açúcar e cogeração de energia elétrica e tem previsão de investimento inicial de R$ 500 milhões, podendo chegar a R$ 2 bilhões, entre formação de lavoura e planta industrial, no município de Barra (BA). O empreendimento prevê a geração de 2 mil empregos diretos e até 10 mil indiretos quando estiver em plena operação.
A terceira usina do polo será a Igarité, que assinou protocolo de intenções em 2021 e projeta investir R$ 400 milhões e promover mais de 8 mil empregos, diretos e indiretos. Ela será destinada à produção de etanol anidro e hidratado, ração animal e energia elétrica, também em Barra.