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Usina São Manoel dobra seu lucro bruto pela segunda safra consecutiva

Companhia obteve resultado positivo de R$ 336,9 milhões em sua fase operacional, chegando a um desempenho líquido de R$ 207,29 milhões

NovaCana 5 min de leitura

Após um crescimento anual de 324,2% em seu lucro na safra 2020/21, a usina São Manoel registrou um novo avanço em 2021/22. No ciclo encerrado em março deste ano, a sucroenergética obteve um resultado líquido de R$ 207,29 milhões, alta de 143,7%, renovando o recorde estabelecido na temporada anterior.

O resultado acontece mesmo com uma retração de 3,5% na moagem, que totalizou 3,26 milhões de toneladas na temporada, ante as 3,37 milhões de toneladas em 2020/21. Além disso, de acordo com a companhia, a qualidade da cana caiu 0,9% no mesmo comparativo, para 135,2 quilos de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada. Ao mesmo tempo, a São Manoel – que é associada à Copersucar – informa que comercializou toda a produção ao longo da temporada.

Os números da sucroenergética localizada em São Manuel (SP) foram divulgados pela empresa no jornal Valor Econômico.

Atualmente, a usina possui capacidade de moagem de 4,1 milhões de toneladas de cana por safra, podendo produzir até 257 mil toneladas de açúcar, 170 milhões de litros de etanol e 3,5 mil toneladas de levedura.

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- Histórico de resultados da empresa
- Evolução da receita líquida e dos custos de produção
- Perfil da dívida da companhia

Após um crescimento anual de 324,2% em seu lucro na safra 2020/21, a usina São Manoel registrou um novo avanço em 2021/22. No ciclo encerrado em março deste ano, a sucroenergética obteve um resultado líquido de R$ 207,29 milhões, alta de 143,7%, renovando o recorde estabelecido na temporada anterior.

O resultado acontece mesmo com uma retração de 3,5% na moagem, que totalizou 3,26 milhões de toneladas na temporada, ante as 3,37 milhões de toneladas em 2020/21. Além disso, de acordo com a companhia, a qualidade da cana caiu 0,9% no mesmo comparativo, para 135,2 quilos de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada. Ao mesmo tempo, a São Manoel – que é associada à Copersucar – informa que comercializou toda a produção ao longo da temporada.

Os números da sucroenergética localizada em São Manuel (SP) foram divulgados pela empresa no jornal Valor Econômico.

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Atualmente, a usina possui capacidade de moagem de 4,1 milhões de toneladas de cana por safra, podendo produzir até 257 mil toneladas de açúcar, 170 milhões de litros de etanol e 3,5 mil toneladas de levedura.

Desempenho operacional

Além ampliar seu resultado líquido, a São Manoel duplicou seu lucro bruto pelo segundo ano consecutivo. Em 2021/22, a empresa divulgou um saldo positivo de R$ 336,9 milhões; no ciclo anterior, o desempenho foi de R$ 167,8 milhões.

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De acordo com a companhia, isso foi possível após um crescimento anual de 40,1% na receita operacional líquida, que saiu de R$ 670,26 milhões para R$ 938,96 milhões. Os custos dos produtos vendidos também subiram no período, mas a uma taxa menor, de 22% – eles passaram de R$ 513,37 milhões em 2020/21 para R$ 626,33 milhões em 2021/22.

Com isso, estas despesas representaram o equivalente a 66,7% do rendimento obtido. O indicador está quase 10 pontos percentuais abaixo dos 76,6% de um ano antes, o que caracteriza uma melhora na margem de lucro.

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Além disso, para o cálculo de seu resultado bruto, a São Manoel também contabilizou uma valorização de R$ 24,28 milhões em seu ativo biológico na última temporada. O valor é 122,6% superior aos R$ 10,9 milhões da safra anterior.

Endividamento alongado

Em sua divulgação de resultados, a São Manoel reforça que o desempenho da operação em 2021/22 possibilitou uma redução da dívida líquida em R$ 56,05 milhões, de R$ 397,89 milhões para R$ 341,84 milhões. Além disso, a liquidez corrente alcançou o patamar de 2,18 pontos, ante 1,65 ponto na safra anterior.

Em 31 de março de 2022, a dívida bruta da sucroenergética com empréstimos e financiamentos somava R$ 815,71 milhões – queda de 1,5% na comparação anual. Dentro deste montante, os débitos com vencimento ao longo da safra 2022/23 correspondiam a R$ 180,98 milhões.

Assim, embora a redução no débito total não tenha sido particularmente relevante em percentual, a companhia alongou seu endividamento. Ao final da safra anterior, 27,1% da dívida tinha vencimento no curto prazo, índice que caiu para 22,2% em 31 de março deste ano.

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“Ao longo do exercício, captamos recursos com bancos e marcamos a estreia no mercado de capitais com a emissão de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no valor de R$ 100 milhões, com amortizações entre julho de 2025 a julho de 2027”, destaca.

A empresa ainda observa que, no último mês da safra, concluiu uma emissão de debêntures de R$ 75 milhões, com prazo de amortização de março de 2026 a março de 2028, além de ter captado R$ 50 milhões adicionais com a emissão de um Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) com prazo de sete anos.

Renata Bossle – NovaCana

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