A usina São José da Estiva, de Novo Horizonte (SP), iniciou a safra 2023/24 na última segunda-feira, 10, com previsão de moagem de 3,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 8,6% a mais do que foi moído na safra 2022/23, encerrada em dezembro.
Segundo o gerente de divisão industrial, Marco Antônio Cardoso de Toledo, a produção estimada é de 250 mil toneladas de açúcar, 166 milhões de litros de etanol e 103 mil MWh de energia elétrica exportada. “Com estas produções, atingiremos um mix ligeiramente açucareiro, sendo próximo a 51%”, aponta.
Além disso, se o clima seguir os padrões normais, a expectativa é a de que a indústria tenha um aproveitamento do tempo de, pelo menos, 85%.
Boas expectativas também permeiam o setor agrícola. O gerente de divisão agrícola, Clézio Henrique dos Santos Menandro, lembra que 2022 apresentou bons resultados, o que aumenta a confiança para a safra que acaba de começar.
A estimativa é de aumentar a produtividade em torno de 8,5%, com a colheita de 86 toneladas de cana por hectare. Já a concentração de açúcar total recuperável (ATR) deve ficar em 138 quilos por tonelada de cana. “Tivemos um ano com regime hídrico melhor para a formação do canavial e, com os plantios realizados, houve uma boa preparação para esta safra”, apontou.
Outra medida importante será o manejo para compensar o adiantamento de colheita de algumas áreas devido à antecipação de safra, por meio do uso de maturadores e inibidor de florescimento. “O manejo será importante para garantirmos o ATR necessário para a indústria, pois esperamos fazer a compensação com as áreas que têm alta produtividade”, afirmou Menandro.