Com crescimento da área colhida e do volume de moagem usina vê melhora nos resultados financeiros em suas operaçõesA Usina Santa Fé do Grupo Itaquerê, situada em Nova Europa (SP), encerrou a safra 2013/14 com um prejuízo de R$ 2,8 milhões. A perda do exercício encerrado em 31 de março é menor do que os R$ 3,2 milhões registrados anteriormente. A unidade possui capacidade de moagem de 3,4 milhões de toneladas de cana.
Veja a seguir os detalhes dos indicadores agrícolas da usina na última safra e a situação das dívidas da empresa.
A Usina Santa Fé do Grupo Itaquerê, situada em Nova Europa (SP), encerrou a safra 2013/14 com um prejuízo de R$ 2,8 milhões. A perda do exercício encerrado em 31 de março é menor do que os R$ 3,2 milhões registrados anteriormente. A unidade possui capacidade de moagem de 3,4 milhões de toneladas de cana.
A receita líquida se manteve em linha com o ciclo anterior e totalizou R$ 377,4 milhões. Em valores brutos, as vendas de açúcar tiveram a maior contribuição e somaram R$ 230,8 milhões, receita 10,9% menor na comparação com a última safra. Já a receita bruta com etanol aumentou 27,9%, para R$ 174,4 milhões. O mix industrial foi de 54,44% para a produção de açúcar e 45,56% para a produção de etanol.
Mesmo com o resultado negativo, foram alcançados avanços. O volume de cana moída cresceu 15,2% e a mecanização da colheita e do plantio de cana alcançaram, respectivamente, as marcas de 99,8% e 97,9%.
Na usina a moagem foi encerrada ainda em 22 de novembro, tendo sido colhidos 25,1 mil hectares de cana-de-açúcar, ante 23,6 mil hectares anteriores. O nível de açúcares recuperáveis também apresentou melhora, indo de 135,05 ATR/kg para 136 ATR/kg. Entretanto, a produtividade média caiu de 84,15 para 78,69 toneladas de cana por hectare.
Em nota explicativa às demonstrações, apesar da perda, a Santa Fé afirma que "superados os revezes climáticos observados nas safras anteriores, a companhia vem obtendo significativos resultados financeiros em suas operações", com investimentos em logística, gestão e melhorias em seus processos de fabricação.
Renegociação e alongamento da dívida
A administração da Santa Fé informou ter adotado estratégias para alongar o perfil do endividamento bancário que em 31 de março totalizava R$ 386,8 milhões, ante R$ 374,8 milhões registrados no exercício anterior. A usina renegociou a maior parte da dívida com vencimento no curto prazo, que estava em R$ 154,2 milhões. A intenção é que o saldo devedor de curto prazo seja reduzido a R$ 29,2 milhões a serem liquidados através de novas operações de crédito com prazo médio de quatro anos.
Assim, conforme a empresa, serão prorrogados dois empréstimos sindicalizados de R$ 40 milhões e R$ 16 milhões que venceriam este ano para, respectivamente, 2017 e 2018.
Outra operação de R$ 40 milhões junto ao Banco Rabobank será paga em quatro parcelas anuais iguais, iniciando em outubro de 2016 até outubro de 2019. As parcelas serão anualmente acrescidas de Libor, mais 5% de juros.
Uma operação de nota de crédito de exportação de R$ 20 milhões com o Banco Pine, que tinha o vencimento previsto para julho de 2014, foi perfilada para um prazo de 41 meses com vencimentos semestrais a partir dezembro deste ano.
Amanda SchArr – NovaCana
Veja a seguir os detalhes dos indicadores agrícolas da usina na última safra e a situação das dívidas da empresa.
A Usina Santa Fé do Grupo Itaquerê, situada em Nova Europa (SP), encerrou a safra 2013/14 com um prejuízo de R$ 2,8 milhões. A perda do exercício encerrado em 31 de março é menor do que os R$ 3,2 milhões registrados anteriormente. A unidade possui capacidade de moagem de 3,4 milhões de toneladas de cana.
A receita líquida se manteve em linha com o ciclo anterior e totalizou R$ 377,4 milhões. Em valores brutos, as vendas de açúcar tiveram a maior contribuição e somaram R$ 230,8 milhões, receita 10,9% menor na comparação com a última safra. Já a receita bruta com etanol aumentou 27,9%, para R$ 174,4 milhões. O mix industrial foi de 54,44% para a produção de açúcar e 45,56% para a produção de etanol.
Mesmo com o resultado negativo, foram alcançados avanços. O volume de cana moída cresceu 15,2% e a mecanização da colheita e do plantio de cana alcançaram, respectivamente, as marcas de 99,8% e 97,9%.
Na usina a moagem foi encerrada ainda em 22 de novembro, tendo sido colhidos 25,1 mil hectares de cana-de-açúcar, ante 23,6 mil hectares anteriores. O nível de açúcares recuperáveis também apresentou melhora, indo de 135,05 ATR/kg para 136 ATR/kg. Entretanto, a produtividade média caiu de 84,15 para 78,69 toneladas de cana por hectare.
Em nota explicativa às demonstrações, apesar da perda, a Santa Fé afirma que "superados os revezes climáticos observados nas safras anteriores, a companhia vem obtendo significativos resultados financeiros em suas operações", com investimentos em logística, gestão e melhorias em seus processos de fabricação.
Renegociação e alongamento da dívida
A administração da Santa Fé informou ter adotado estratégias para alongar o perfil do endividamento bancário que em 31 de março totalizava R$ 386,8 milhões, ante R$ 374,8 milhões registrados no exercício anterior. A usina renegociou a maior parte da dívida com vencimento no curto prazo, que estava em R$ 154,2 milhões. A intenção é que o saldo devedor de curto prazo seja reduzido a R$ 29,2 milhões a serem liquidados através de novas operações de crédito com prazo médio de quatro anos.
Assim, conforme a empresa, serão prorrogados dois empréstimos sindicalizados de R$ 40 milhões e R$ 16 milhões que venceriam este ano para, respectivamente, 2017 e 2018.
Outra operação de R$ 40 milhões junto ao Banco Rabobank será paga em quatro parcelas anuais iguais, iniciando em outubro de 2016 até outubro de 2019. As parcelas serão anualmente acrescidas de Libor, mais 5% de juros.
Uma operação de nota de crédito de exportação de R$ 20 milhões com o Banco Pine, que tinha o vencimento previsto para julho de 2014, foi perfilada para um prazo de 41 meses com vencimentos semestrais a partir dezembro deste ano.
Amanda SchArr – NovaCana