Veja a seguir a expectativa da empresa para esta safra após sua reestruturação e os detalhes do seu endividamento
A Usina Santa Fé, situada no município de Nova Europa (SP), acelerou o ritmo de perdas e terminou a temporada 2014/15 com um prejuízo líquido de R$ 23,6 milhões, ante uma retração de R$ 2,8 milhões na safra anterior.
Esta temporada, encerrada no fim de março, é a quarta consecutiva em que a empresa, ligada ao grupo Itaquerê, obtém prejuízos.
Veja a seguir a expectativa da empresa para esta safra após sua reestruturação e os detalhes do seu endividamento.
A Usina Santa Fé, situada no município de Nova Europa (SP), acelerou o ritmo de perdas e terminou a temporada 2014/15 com um prejuízo líquido de R$ 23,6 milhões, ante uma retração de R$ 2,8 milhões na safra anterior.
Esta temporada, encerrada no fim de março, é a quarta consecutiva em que a empresa, ligada ao grupo Itaquerê, obtém prejuízos, os quais somados atingem o valor R$ 47 milhões.

O principal impacto veio da elevação de 60% do custo dos produtos vendidos. O indicador subiu de R$ 37,5 milhões na temporada passada para R$ 60,3 milhões no ciclo 2014/15.
Por outro lado, as receitas líquidas da companhia cresceram 3% entre as safras, e alcançaram R$ 389,5 milhões, contra R$ 377,5 milhões na safra 2013/14.

Além disso, a sucroalcooleira teve aumento do endividamento. Na mesma comparação, as dívidas bancárias com vencimento superior a 12 meses subiram de R$ 241 milhões para R$ 412 milhões, aumento de 41,4%.
Já a dívida de curto prazo (que vence em até 12 meses) subiu em proporção menor, passando de R$ 145 milhões para R$ 184 milhões. O endividamento total no ciclo 2014/15, por sua vez, teve aumento de 35,2% na comparação com a temporada passada, atingindo R$ 597 milhões.
“A administração vem reestruturando sua dívida bancária em prazos adequados ao financiamento da atividade”, afirmou a empresa.
Aumento de capital e reestruturação
Após receber um aporte de capital de R$ 25 milhões de seus acionistas no primeiro semestre, a Usina Santa Fé planeja aumentar sua moagem e melhorar seus resultados com a implementação de uma política de revisão dos contratos e dos processos produtivos.
De acordo com a empresa, a redução de 400 funcionários e os investimentos na área de produção devem garantir uma performance melhor.
Responsável pela moagem de 3,47 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na temporada, a empresa teve um mix de produção de 49,87% de açúcar e 50,13% de álcool neste ciclo. Sua meta para o ciclo 2015/16 é de moagem de 4 milhões de toneladas de cana-de açúcar, próxima da capacidade de processamento.
Felipe Vanini Bruning – NovaCana