“Estamos estudando a viabilidade de um novo projeto para aumentar a exportação de energia, para triplicar o volume”
Com uma estreia tímida no mercado de cogeração, usina traça plano de expansão para o negócio de bioeletricidade.
Com uma capacidade de moagem de 1,3 milhão de toneladas por safra e uma unidade de cogeração que não consegue dar conta de todo o bagaço, a usina mineira planeja triplicar a energia exportada e está analisando possíveis parcerias.
Com uma estreia tímida no mercado de cogeração, a Bioenergética Aroeira traça plano de expansão para o negócio de bioeletricidade.
A usina com sede em Tupaciguara (MG) planeja triplicar os 6 MWh que estão sendo exportados à rede este ano. A atual capacidade instalada para cogeração é de apenas 16 MW. Apesar de fazer parte do grupo de usinas que exportam energia ao mercado, a capacidade da unidade é dez vezes menor que a da usina com a maior capacidade de cogeração do Brasil, do Grupo Cocal em Narandiba (SP), com 160 MW.
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“Estamos estudando a viabilidade de um novo projeto para aumentar a exportação de energia, para triplicar o volume”, disse em entrevista ao portal NovaCana o diretor da empresa, Gabriel Feres Junqueira.
A possibilidade de uma renda adicional com a produção de energia elétrica a partir da biomassa de cana, que em algumas usinas pode representar até 30% das receitas totais, é viável graças a um volume excedente de bagaço.
“A Aroeira tem uma sobra de bagaço, a qual poderia estar sendo queimada durante a safra e que hoje é vendida”, explicou Junqueira.
Os dados da Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) indicam que em julho a térmica da Aroeira registrou uma geração de 2.698,7 MWh, medidos no ponto de conexão. Como comparação, no mesmo mês a unidade Narandiba do grupo Cocal exportou 18.906,6 MWh.
Moagem
Mesmo diante de uma menor disponibilidade de cana no Centro-Sul, cuja safra foi estimada pela Canaplan em 540 milhões de toneladas, queda de 9,5% em relação ao ciclo anterior, a Aroeira estima um aumento de 15% na sua moagem de cana-de-açúcar em 2014/15, quantidade que ampliará a disponibilidade de bagaço para as operações de cogeração da companhia. Hoje, 40% da matéria-prima é proveniente de cana própria e 60% de cana de terceiros.
A capacidade de moagem da unidade é de 1,3 milhão de toneladas por safra para a produção de cerca de 1,3 milhão de litros de etanol por dia, sendo 550 mil litros de anidro e o restante de hidratado.
Operando no azul
Embora pequena, a Bioenergética Aroeira vive uma situação inversa à de muitas usinas de setor, que amargam dívidas bilionárias e enfrentam dificuldades para a obtenção de empréstimos e financiamentos.
No exercício de 2014, encerrado em 31 de março deste ano, a usina de Minas Gerais teve forte aumento em seu lucro líquido, que saltou de R$ 10,7 milhões em 2013 para R$ 17 milhões, alta de 57,4%.
Em relação ao modelo de parceria na área de cogeração, Junqueira adianta que a usina está “analisando possíveis parceiros”.
Leonardo Siqueira – NovaCana