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Usina Jacarezinho supera projeção e encerra 2025/26 com moagem de 2,88 mi t de cana

Mesmo sob forte impacto climático, companhia relata que ampliou a área colhida e obteve um “avanço expressivo” em produtividade


Grupo Maringá - Publicado: 27 Jan 2026 - 14:00

Em uma safra marcada por geadas, incêndios e um longo período de estiagem, a usina Jacarezinho, do grupo Maringá, superou as projeções iniciais e encerrou a temporada 2025/26 com uma moagem de 2,88 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O montante representa um crescimento de cerca de 35% em relação à safra 2024/25, quando registrou moagem de 2,14 milhões de toneladas.

Além desse recorde, também foi registrado avanço nos principais indicadores de produtividade agrícola, que alcançaram 94,11 toneladas de cana colhidas por hectare e 12,58 toneladas de Açúcar Total Recuperável (ATR) por hectare. Segundo a companhia, os números reforçam a “trajetória de evolução produtiva” da unidade.

Ainda de acordo com a usina, a maior produtividade em 2025/26 é o resultado da consolidação de práticas de manejo, investimentos em tecnologia e aprimoramento operacional.

“Os resultados refletem um trabalho contínuo de melhoria do manejo agrícola, com foco em correção e preparo profundo do solo, controle de tráfego, planejamento varietal e uso crescente de insumos biológicos e orgânicos, o que contribuiu para maior resiliência dos canaviais mesmo em condições adversas”, afirma o diretor de operações sucroenergéticas da usina Jacarezinho, Ricardo Zanata.

O CFO do grupo Maringá, Eduardo Lambiasi, complementa que os esforços devem continuar na próxima temporada. “Para a safra 2026/27, a usina projeta moagem de cerca de 2,9 milhões de toneladas. Para tanto, deve investir mais de R$ 10 milhões no aprimoramento e reforço da colheita e da estrutura industrial, além da inauguração da Maringá Energia, fase II, projeto de ampliação da cogeração de energia”, declara

Produção

Em 2025/26, a Jacarezinho destinou 60% de sua matéria-prima à produção de açúcar – sendo 41% de açúcar branco e 59% de açúcar bruto – e 40% à produção de etanol, com predominância do hidratado (70%) sobre o anidro (30%). Para a próxima safra, a expectativa é de maior equilíbrio entre açúcar e etanol.

A companhia ainda relata que produção de leveduras – inativa, autolisada e parede celular – também avançou. A usina encerrou a safra com 3,48 mil toneladas, volume 24% acima do projetado. Neste caso, para 2026/27, a meta é alcançar 3,57 mil toneladas, ampliando a importância da levedura no portfólio da unidade.

Outro destaque do ciclo, segundo a empresa, foi a geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar. A Maringá Energia deverá encerrar a safra 2025/26 com 120,3 mil MWh gerados, acima da previsão inicial. Em 2026/27, com a ampliação do projeto Maringá Energia II, a expectativa é mais que dobrar a produção, alcançando 206,5 mil MWh.

Biológicos e fertilizantes

A safra 2025/26 também marcou a consolidação da biofábrica, que produziu mais de 67 mil litros de bionematicidas, biofungicidas, biopromotores de crescimento e biossolubilizadores.

Segundo a companhia, os produtos vêm sendo integrados a outras práticas de manejo, contribuindo para a proteção das raízes, o aumento do vigor das plantas e maior tolerância a estresses climáticos.

Já a fábrica de fertilizantes líquidos, inaugurada no último ciclo, operou de forma plena nesta safra, garantindo a produção interna de todo o fertilizante utilizado na aplicação de vinhaça localizada. O projeto recebeu investimento de R$ 3,3 milhões e permitiu o desenvolvimento de novas formulações, ampliando a eficiência operacional e a qualidade agronômica.

Investimentos

Ao longo da safra 2025/26, a usina Jacarezinho realizou investimentos de R$ 34,2 milhões, somando aportes nas áreas agrícola e industrial.

Já para 2026/27, a companhia prevê investimentos de R$ 10,5 milhões, destinados ao robustecimento da capacidade de colheita e da estrutura industrial e à ampliação da geração de energia, incluindo a conclusão do projeto Maringá Energia II.

Além disso, a usina avança em estudos e projetos para a implantação de sistemas de monitoramento de incêndios com uso de inteligência artificial e reforço da estrutura de resposta rápida, ampliando a preparação para eventos climáticos extremos.