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Usina Jacarezinho prevê moagem em torno de 2,5 milhões de toneladas de cana em 2022/23

Unidade do grupo Maringá relata investimentos acima de R$ 120 milhões em melhorias e inovações tecnológicas para garantir insumos e potencializar a produtividade


Usina Jacarezinho - Publicado: 20 Abr 2022 - 12:21

Com o início das atividades da safra 2022/23 em 11 abril, a usina Jacarezinho, do grupo Maringá, estima uma moagem de cerca de 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. De acordo com a companhia, a área de colheita foi expandida e terá 1,5 mil hectares a mais em relação à safra anterior.

Além disso, a previsão é de que a produtividade agrícola atinja 83 toneladas por hectare, com um mix de produção equilibrado. Em relação a produção de adoçante, a companhia relata que cerca de 45% do total deve ser de açúcar branco.

A usina também declara a realização de investimentos para potencializar a produção, com um aporte previsto de mais de R$ 120 milhões em melhorias e inovações tecnológicas nos processos industriais e agrícolas, no reforço da estrutura de Corte, Transbordamento e Transporte (CTT), na ampliação da cogeração e na aquisição de armazéns.

“Nossa expectativa é de uma safra positiva frente aos desafios. Vamos apostar no bom desempenho de nossas operações, usufruindo da nossa flexibilidade de mix e diversidade de produtos, além de reafirmar nosso compromisso com uma agricultura mais sustentável. Dessa forma, reduzimos o risco de impactos externos e garantimos o sucesso da nova safra”, avalia o diretor corporativo do grupo Maringá, Eduardo Lambiasi.

Os representantes da usina Jacarezinho também relatam que a unidade já buscava alternativas de adubação desde antes do início do conflito no Leste europeu. Isso incluiria investimentos em soluções que fomentam uma agricultura mais sustentável e com fornecimento seguro.

“Estamos atuando com soluções organominerais e otimizando o uso de resíduos agroindustriais orgânicos. Para a safra 2022/23, já garantimos 100% dos fertilizantes utilizados no plantio da cana e cerca de 30% do adubo referente à adubação da cana-soca”, explica o diretor de operações sucroenergético da usina Jacarezinho, Condurme Aizzo.

No radar da usina está ainda o uso da cama aviária, uma opção orgânica que substitui a adubação química (NPK) e será usada para cerca de 20% das soqueiras. A Jacarezinho utiliza, também, a vinhaça por aspersão convencional, que terá seu uso expandido e proporcionará uma economia significativa na adubação, além de torta de filtro e cinzas, que têm seu volume compostado e enriquecido de acordo com a necessidade nutricional específica da área onde será aplicada.

Em relação às condições climáticas, apesar dos bons volumes de chuva nos últimos meses, o próximo período deverá ser de atenção. “Nossa expectativa para a safra é positiva, mesmo com chuvas um pouco aquém do esperado”, explica o gerente de operações agrícolas José Ricardo Zanata. “Precisamos acompanhar o comportamento do clima durante o ano, para nos anteciparmos no que for possível e nos adaptarmos conforme as variações”.