Após registrar uma moagem de 2,53 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2023/24, a usina Jacarezinho deve continuar aplicando capital no campo. A unidade sucroenergética do Grupo Maringá conseguiu aprovar um projeto de investimentos como prioritário junto ao Ministério de Minas de Minas e Energia (MME).
A decisão da pasta foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira, 22, por meio de uma portaria.
Conforme o documento, os recursos devem ser utilizados para manutenção e recuperação dos canaviais com destino à produção de etanol. O valor do investimento não foi revelado, mas o prazo para conclusão do projeto deve ser em novembro de 2030.
Este não será o único aporte da companhia. Em novembro do ano passado, a usina anunciou que irá investir R$ 25 milhões para ampliar sua produção de açúcar, buscando possibilitar que até 70% da cana seja direcionada para a fabricação da commodity.
“O horizonte para o açúcar se mostra positivo para os próximos anos”, disse o CFO do grupo Maringá, Eduardo Lambiasi. “Por isso, é importante expandir a nossa capacidade de arbitragem entre os produtos, ter mais flexibilidade para focar a produção em um ou no outro”, complementou, na ocasião.
A emissão de debêntures incentivadas pelo setor de biocombustíveis foi aprovada pelo governo federal em junho de 2019. Os recursos podem ser utilizados em atividades como renovação dos canaviais, manutenção das usinas e ampliação da capacidade de estocagem.
Conforme as regras estabelecidas, um projeto prioritário não será considerado implantado se houver um atraso superior a 50% em relação à data de conclusão do empreendimento. O acompanhamento e a comunicação dos prazos não cumpridos ficam sob responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além disso, na emissão pública das debêntures, as empresas devem destacar a data de publicação da portaria do MME e o compromisso de alocar os recursos obtidos de acordo com o projeto prioritário aprovado.
Por fim, a companhia deve guardar a documentação relativa ao uso destes recursos por até cinco anos após o vencimento dos papéis.
Renata Bossle – NovaCana