Os players do mercado encontram um certo alívio ao perceber que as dificuldades são compartilhadas entre todas as grandes empresas que decidiram apostar na larga escala
O etanol de segunda geração não vive o seu melhor momento. Apesar disso, os players do mercado encontram um certo alívio ao perceber que as dificuldades são compartilhadas entre todas as grandes empresas que decidiram apostar na larga escala.
Mas isso pode ter mudado com as recentes declarações do CEO da Poet, Jeff Broin. A empresa possui uma usina de etanol celulósico, construída em parceria com a DSM, com o sugestivo nome de Project Liberty.
A usina da Poet/DSM custou US$ 275 milhões e foi projetada para produzir anualmente até 25 milhões de galões [94,6 milhões de litros] do biocombustível a partir da palha e das espigas sem grãos) do milho.
As declarações do CEO da Poet podem ser vistas de duas maneiras opostas, com ceticismo, ou com confiança de que a empresa ultrapassou as maiores dificuldades do pré-tratamento.
As evidências pendem mais para um lado que outro.
O etanol de segunda geração não vive o seu melhor momento. Apesar disso, os players do mercado encontram um certo alívio ao perceber que as dificuldades são compartilhadas entre todas as grandes empresas que decidiram apostar na larga escala.
Mas isso pode ter mudado com as recentes declarações do CEO da Poet, Jeff Broin. A empresa possui uma usina de etanol celulósico, construída em parceria com a DSM, com o sugestivo nome de Project Liberty.
Broin afirmou que nos últimos meses a usina está fazendo envios regulares do biocombustível e até o fim do ano a fábrica alcançará sua capacidade máxima. “[A usina] está indo muito bem”, disse ele ao jornal Star Tribune de Minnesota. “Há uma grande chance de alcançarmos produção plena até o fim do ano”, completou.
A usina da Poet/DSM custou US$ 275 milhões e foi projetada para produzir anualmente até 25 milhões de galões [94,6 milhões de litros] do biocombustível a partir da palha e das espigas sem grãos) do milho.
As declarações do CEO da Poet podem ser vistas de duas maneiras opostas, com ceticismo, ou com confiança de que a empresa ultrapassou as maiores dificuldades do pré-tratamento.
“[A usina] está indo muito bem. Há uma grande chance de alcançarmos produção plena até o fim do ano”, Jeff Broin
Contribuindo para o ceticismo está o fato de que o CEO se negou a falar do volume de produção da unidade nos últimos meses. No entanto, a partir dos números de identificação de renováveis (RINs) de 2015, o analista Yuan-Sheng Yu, da Lux Research, calculou que a produção da planta da Poet-DSM foi de aproximadamente 750 mil galões [2,84 milhões de litros] no ano passado. Dessa forma, a produção efetiva teria correspondido a 3% da capacidade informada.
Além disso, no final do ano passado o BNDES visitou a usina da Poet/DSM e voltou com o sentimento de que as usinas de etanol celulósico dos EUA estão enfrentando problemas parecidos com os das unidades brasileiras.
No entanto, a declaração do CEO da Poet sugere que foi nos últimos meses que a usina superou os obstáculos que estavam travando o desenvolvimento, notadamente, o pré-tratamento.
Um porta-voz da empresa confirmou que os carregamentos de etanol na usina começaram em dezembro e seguiram crescendo. E reafirmou a informação de que a expectativa da empresa é atingir capacidade total até o final do ano.
Segundo Broin, o maior desafio da tecnologia para o etanol celulósico de milho é lidar com a grande quantidade de talos e espigas coletadas das fazendas. Esse insumo – a palha do milho – é agrupado em formato de bolas que, só então, são processadas para virar combustível. O CEO também revelou que a Poet está realizando a substituição de equipamentos para facilitar esse processo.
As estimativas de custo de produção, preço mínimo de venda e produção efetiva em 2015 das seis usinas de etanol de segunda geração com operação em escala comercial – incluindo as brasileiras Raízen e GranBio – estão disponíveis aqui.
“Embora não tenha sido fácil – e já sabíamos que seria assim quando decidimos entrar nesse mercado –, nós fizemos avanços tremendos”, afirmou, durante evento do setor de etanol realizado em Des Moines, capital do Iowa. Ele ainda completa: “[A produção em escala do etanol de segunda geração] está se movendo muito mais rapidamente do que aconteceu nos primeiros estágios do etanol de amido de milho”.
O otimismo da Poet contrasta com o momento da GranBio, que nesta semana anunciou a paralização da sua usina em Alagoas até conseguir resolver os problemas no pré-tratamento.
A expectativa da GranBio é atingir capacidade total no final de 2017, um ano após a esperança da Poet/DSM.
Renata Bossle - NovaCana