A S&P Global Ratings atribuiu nota A em escala nacional à usina São José da Estiva, indicando que a sucroenergética tem capacidade “forte” para honrar seus compromissos financeiros, embora seja mais suscetível aos efeitos adversos de mudanças econômicas se comparada a empresas em categorias mais altas. O relatório também atribuiu uma perspectiva estável para a Estiva, assim, a visão é de que a classificação não deve subir ou cair em uma futura avaliação.
Os principais aspectos apontados pela S&P em relação à Estiva são métricas de crédito “mais fracas” na safra atual e condições climáticas “adversas”, que devem afetar significativamente a produtividade e os volumes de produtos. “Todavia, esperamos recuperação da moagem na próxima safra [2025/26], bem como redução da dívida nominal”, expressa o relatório.
A agência pode rebaixar o rating do grupo Estiva nos próximos 12 meses se observar um déficit material em sua posição de liquidez. “Isso pode derivar de elevados capex [investimentos] e uma maior remuneração aos acionistas, em meio a condições climáticas adversas, que levariam a quebras de safras significativas, combinado com preços mais baixos do açúcar e do etanol”, explica.
Neste cenário, a dívida bruta ajustada sobre Ebitda poderia ficar acima de 3 vezes, com geração interna de caixa (FFO) sobre dívida abaixo de 30% e geração de caixa negativa em base consistente.
Por outro lado, a elevação da nota seria possível nos próximos 12 a 18 meses se a empresa mantiver ou melhorar o seu perfil de liquidez enquanto reduz a sua alavancagem, mesmo em um ambiente de preços de comodities mais baixos. “Nesse cenário, veríamos a manutenção da geração de caixa após pagamento de arrendamento positiva e fontes próxima a usos de caixa”, detalha.
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