O vice-presidente da GranBio, Alan Hiltner, afirmou que a Bioflex 1 deverá operar em plena capacidade a partir do ano que vem. Por ora, a unidade produtora de etanol celulósico em São Miguel dos Campos (AL) ainda está em fase de ajustes, com a companhia fazendo os acertos necessários, como troca de equipamentos, para tornar a fabricação do biocombustível de segunda geração (2G) economicamente viável. "Ao longo do ano devemos ter boas notícias", disse nos bastidores do Ethanol Summit 2015, em São Paulo.
A Bioflex 1 foi a primeira usina do Hemisfério Sul a produzir etanol celulósico em escala comercial. A capacidade instalada é de 82 milhões de litros por temporada, mas atualmente a fabricação atinge cerca de 40% disso. A usina custou US$ 190 milhões e contou com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com Hiltner, após a "solução final" da Bioflex, a GranBio dará continuidade ao seu plano de erguer dez usinas de etanol celulósico até 2020. O plano é elevar a produção do biocombustível para 1 bilhão de litros.
Correção: A nota enviada às 14h28 informava incorretamente que a GranBio utiliza 60% da capacidade instalada na Bioflex 1 para produzir etanol 2G. Na verdade, o porcentual é de 40%. O texto encontra-se corrigido.
José Roberto Gomes