Negócios foram prejudicados por fatores climáticos, pela pandemia de covid-19, pela alta da Selic, pela guerra na Ucrânia e por falhas em equipamentos
O juiz Cristiano dos Santos Fialho, da 4ª vara cível de Sinop (MT), aceitou o pedido de recuperação judicial do grupo Dilly, que controla a usina Agroflex. A unidade, localizada em Ipiranga do Norte (MT), tem capacidade para produzir até 60 mil litros de etanol hidratado por dia.
De acordo com a decisão, além da fabricação de etanol e de outros coprodutos do milho, as companhias envolvidas no processo realizam plantio de milho e soja e o transporte de cargas agrícolas. O documento acrescenta que as operações também acontecem em Sorriso (MT).
Ainda segundo o documento, os motivos que levaram a companhia a uma crise financeira incluem: fatores climáticos, como a seca causada pelo fenômeno El Niño e o excesso de chuvas; a pandemia da covid-19, que impactou os custos de insumos e logística; o aumento da taxa Selic, que encareceu os financiamentos; a guerra na Ucrânia, que elevou os preços de fertilizantes e combustíveis; e a elevação do preço do diesel, que afetou o setor de transportes.
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