O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu de 127 milhões para 124 milhões de toneladas a previsão para a safra de milho do Brasil no ciclo 2023/24. Os números estão no relatório mensal de oferta e demanda mundial (Wasde, na sigla em inglês), divulgado nesta quinta-feira, 8. “A produção do Brasil ficou menor com base em redução da expectativa de área”, informa o órgão.
Os técnicos do governo americano mantiveram as previsões de consumo doméstico de milho brasileiro em 77,5 milhões de toneladas. Reduziram, no entanto, a expectativa de exportações – de 54 milhões para 52 milhões de toneladas. O Brasil deve terminar a safra atual com 5,97 milhões de toneladas em estoque, um milhão a menos que no relatório anterior.
Em relação à Argentina, o USDA manteve a previsão de colheita da safra 2023/24 em 55 milhões de toneladas. Também não alteraram os números de consumo interno (14,1 milhões de toneladas), exportações (41 milhões de toneladas) e estoques finais (1,03 milhões de toneladas).
Por sua vez, a Ucrânia deve colher 30,5 milhões de toneladas de milho, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. É a mesma previsão de um mês atrás. Os ucranianos devem consumir 5 milhões de toneladas no mercado interno e exportar 23 milhões de toneladas. Os estoques finais do país devem ser de 5,32 milhões de toneladas.
O USDA ainda reduziu as previsões de produção e de estoques mundiais de milho da safra 2023/24.
A colheita global passou de 1,235 para 1,232 bilhão de toneladas. Os técnicos do governo americano também ajustaram as previsões de consumo mundial – de 1,211 bilhão para 1,210 bilhão de toneladas –, de exportação mundial – de 200,89 milhões para 200,82 milhões de toneladas –, e de estoques finais – de 325,22 para 322,06 milhões de toneladas.
O USDA manteve a previsão de colheita de milho dos Estados Unidos em 389,69 milhões de toneladas. Também não alterou a estimativa para as exportações do país, de 53,34 milhões de toneladas.
O número para o consumo doméstico americano caiu de 316,63 milhões para 316,37 milhões de toneladas. Já os estoques finais foram reajustados de 54,91 milhões para 55,17 milhões de toneladas do cereal.
Raphael Salomão