A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires reduziu de 57 milhões para 51 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de milho na Argentina em 2023/24.
Segundo o escritório do USDA, o ajuste se deve ao aumento da incidência da cigarrinha-do-milho em áreas de cultivo. O inseto, que tende a se proliferar em condições quentes e úmidas, atua como vetor da doença conhecida como enfezamento pálido.
“Este é um surto em desenvolvimento e os danos finais serão conhecidos assim que os últimos campos forem colhidos, no fim de junho”, disse o USDA em relatório.
“Produtores vão aguardar até que as colheitadeiras comecem a fornecer dados reais de rendimento para calcular se a produção mais do que compensará o custo de colheita. Em caso negativo, muitos campos pouco produtivos poderão não ser colhidos”, completa. As áreas semeadas mais tarde têm sido as mais afetadas.
A previsão de exportações em 2023/24 foi reduzida de 41 milhões para 35,5 milhões de toneladas. Quanto aos estoques finais em 2023/24, a previsão passou de 2,621 milhões para 2,282 milhões de toneladas.
O USDA em Buenos Aires publicou também suas primeiras estimativas para a temporada 2024/25. O escritório prevê produção de 48 milhões de toneladas, em uma área plantada de 6 milhões de hectares – a menor dos últimos seis anos.
Segundo a agência, a doença que vem afetando as lavouras do país e os baixos preços do cereal devem influenciar a decisão de plantio no próximo ciclo.