A previsão para a safra de milho da Argentina foi reduzida de 47 milhões de toneladas para 40 milhões de toneladas, conforme relatório mensal de demanda e oferta agrícola mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgado nesta quarta-feira, 8.
“O USDA foi agressivo, reduzindo a produção argentina de milho e soja muito mais do que o mercado esperava em média”, disse o analista sênior de commodities da Futures International, Terry Reilly. “Isso vai dar um pouco de vida aos contratos”.
O USDA também informou que a oferta norte-americana será maior do que se pensava, já que o programa de exportação do país enfrenta forte concorrência de uma grande safra no Brasil.
Os estoques finais domésticos de milho para o ano comercial de 2022/23 foram fixados em 1,342 bilhão de bushels. Isso se compara com a perspectiva de fevereiro do governo de 1,267 bilhão de bushels.
Analistas esperavam que o relatório de março mostrasse estoques finais de milho dos EUA de 1,308 bilhão de bushels, conforme pesquisa da Reuters.
Mark Weinraub
Com reportagem de Karl Plume