Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), apontam que a safra 2016/17 deve alcançar 680 milhões de toneladas de cana, um aumento de 2% em relação à safra anterior. O incremento é justificado pelo bom clima no período 2015/16, que favoreceu o desenvolvimento das lavouras.
O relatório aponta que 43% da safra deve ser convertida em açúcar, dois pontos percentuais acima da safra anterior. O número é resultado da maior demanda pela commodity no mercado mundial, que também deve empurrar as exportações brasileiras no período para 24,1 milhões de toneladas, 1,75 milhões a mais que em 15/16.
Do total esperado, 630 milhões de toneladas – 92% da safra – deve vir do Centro-Sul. A quantidade representa aumento de 12% em relação à safra anterior da região. Além disso, segundo o documento, mais de 130 usinas da região moeram volumes recorde em março. Essa moagem é reflexo da grande quantidade de cana bisada e da necessidade das usinas de gerarem liquidez e fluxo de caixa.
A região Norte-Nordeste deve moer 50 milhões de toneladas de cana, ante 49 milhões da safra passada.
Ao todo, a área plantada deve chegar a 9,9 milhões de hectares. Quanto ao ATR, deve haver aumento de 2,46 kg por tonelada de cana, alcançando 132,63 kg.
O mix deve sofrer uma pequena mudança pendendo para maior produção de açúcar. Em 2015/16 registrou-se 41% para açúcar e 59% para etanol. Para este ano a fabricação deve ficar em 43% para o adoçante e 57% para o biocombustível.
A produção de açúcar está prevista para alcançar 37,7 milhões de toneladas – aumento de 2,42 milhões –, sendo 34,15 milhões provenientes do Centro-Sul e 2,92 milhões do Norte-Nordeste.
Para o etanol, a produção deve fechar em 29,9 bilhões de litros ante 30,3 do período anterior. Desses, 11,65 bilhões serão de anidro e 18,25 de hidratado.
A seguir, o relatório completo do USDA sobre o Brasil.
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