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USDA prevê menor exportação de açúcar em 7 anos para o Brasil

acucar copersucar estocagemaO rebaixamento coloca a produção brasileira de açúcar no curso da terceira temporada consecutiva de declínio

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As autoridades norte-americanas abandonaram a ideia de um aumento na produção brasileira de açúcar, e cortaram as previsões de exportação para o menor nível em sete anos, apesar de aumentar as expectativas para a safra de cana-de-açúcar. A análise menciona 'obstáculos logísticos' e 'floração excessiva' como limitadores da produção, veja os detalhes no texto completo a seguir.

As autoridades norte-americanas abandonaram a ideia de um aumento na produção brasileira de açúcar e cortaram as previsões de exportação para o menor nível em sete anos, apesar de aumentar as expectativas para a safra de cana-de-açúcar.

O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em São Paulo baixou em 1 milhão de toneladas, para 35 milhões de toneladas, a previsão para a produção de açúcar no Brasil na safra 2015/16, iniciada em abril.

O rebaixamento coloca a produção brasileira de açúcar no curso da terceira temporada consecutiva de declínio, após o recorde alcançado em 2012/13, de 38,6 milhões de toneladas.

A menor produção irá levar à uma pequena queda nos embarques anuais, para 23,75 milhões de toneladas. Esta é a terceira temporada consecutiva de declínio das exportações brasileiras e, se verificada a previsão da USDA, este será o menor volume embarcado em sete anos.

Apesar da queda, o departamento não aposta em recuperação dos preços e sinalizou que é "esperada menor disponibilidade de açúcar e preços do açúcar deprimidos no mercado mundial, devido a estoques mundiais elevados".

Segundo estimativa, o açúcar bruto já respondeu por 18,95 milhões de toneladas exportadas, com um saldo de 4,8 milhões de toneladas, ainda exportáveis nesta safra.

A revisão veio apesar de uma melhoria da previsão da safra de cana, ampliada em 6% para 684 milhões de toneladas, refletindo uma recuperação nas plantações do centro-sul que foram afetadas pela seca do ano passado.

Obstáculos logísticos

No entanto, cerca de 25 milhões de toneladas de cana podem deixar de ser colhidas, uma vez que o ritmo da moagem está em linha com a do ano passado, apesar da maior disponibilidade de matéria-prima.

"O início da estação chuvosa em novembro-dezembro de 2015 provavelmente vai trazer obstáculos logísticos para a colheita, limitando assim o esmagamento do volume total de produção estimado", disse o departamento.

Os comentários ecoam aqueles feitos no início da semana pela consultoria australiana Green Pool. A expectativa é que no centro-sul, que é responsável por cerca de 90% da produção brasileira de açúcar, sejam processadas 595 milhões de toneladas de cana, apesar de haver "mais de 620 milhões de toneladas disponíveis" para a colheita.

Isso acarretaria um volume maior de cana bisada, que normalmente é processada no início da temporada seguinte.

Florescimento excessivo

Na cana que está sendo colhida, os níveis de açúcar estão se mostrando abaixo do que o inicialmente esperado. Em parte, devido às chuvas que impulsionaram os rendimentos agrícolas.

O escritório sinalizou "as chuvas acima da média durante a colheita, florescimento excessivo se espalhando pelo centro-sul e o alto teor de impureza na cana entregue para a moagem, o que afeta negativamente a qualidade da cana".

Além disso a representação da USDA apontou que as usinas devem destinar mais cana, 59,4%, para a fabricação de etanol em vez de açúcar, níveis ainda mais deprimentes da produção do adoçante.

Agrimoney
Tradução e adaptação NovaCana

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