A produção total de milho do Brasil em 2021/22 foi estimada nesta sexta-feira, 8, em 116 milhões de toneladas, de acordo com relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), que elevou em 2 milhões de toneladas a projeção ante o mês passado, à medida que as lavouras da segunda safra vêm apresentando bom desenvolvimento.
O dado veio acima da expectativa do mercado (115,09 milhões de toneladas) e supera em muito a produção de 87 milhões de toneladas que o país colheu na temporada anterior, quando geadas e seca reduziram as produtividades.
O USDA ainda elevou em 1,5 milhão de toneladas a previsão de exportação de milho do Brasil, para 44,5 milhões de toneladas, o que colocaria o país como segundo exportador mundial, superando a Argentina, com embarques estimados em 39 milhões de toneladas.
A estimativa de safra da Argentina, que diferentemente do Brasil destina a maior parte da produção de milho para a exportação, foi mantida em 53 milhões de toneladas.
Os Estados Unidos são líderes globais na produção e exportação de milho, com volumes de 383,9 milhões e 63,5 milhões de toneladas, respectivamente, segundo o USDA.
De outro lado, o USDA reduziu a projeção de exportação de milho da Ucrânia, cujos portos estão fechados devido à guerra com a Rússia. Os embarques ucranianos foram estimados em 23 milhões de toneladas, versus 27,5 milhões na previsão de março.
Roberto Samora
Com reportagem adicional de Julie Ingwersen