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USDA e EIA projetam produção e consumo de etanol nos Estados Unidos

eua posto 181114Os dois órgãos mais importantes e influentes do setor energético estadunidense, a EIA e o USDA fizeram projeções em relação à produção e ao consumo de etanol

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Os dois órgãos mais importantes e influentes do setor energético estadunidense, a Administração de Informação de Energia (EIA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) fizeram projeções em relação à produção e ao consumo de etanol. Como os Estados Unidos são os maiores produtores de etanol do mundo, as estimativas têm grande impacto para o setor, principalmente para o Brasil, que é o segundo maior produtor de etanol do mundo e um dos principais destinos para as exportações dos EUA.

Enquanto a EIA trabalha com previsões para os próximos dois anos, o USDA faz uma projeção da produção até 2027. O estudo aborda a disponibilidade de milho – principal matéria-prima para o etanol no país – e a possibilidade do uso do cereal para a fabricação de outros produtos.

A EIA faz essas previsões de olho no mercado energético dos EUA, o equivalente ao que o Ministério de Minas e Energia (MME) faz aqui no Brasil. Já o USDA tem um olhar mais voltado para o mercado agrícola, a exemplo do que faz o Ministério da Agricultura (Mapa) no Brasil.

O resultado dessas previsões, as diferenças entre elas e as explicações das duas instituições estão apresentados a seguir.

E mais: os principais produtores, exportadores e importadores de etanol do mundo nos próximos 10 anos.

Os dois órgãos mais importantes e influentes do setor energético estadunidense, a Administração de Informação de Energia do país (EIA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) fizeram projeções em relação à produção e ao consumo de etanol.

Como os Estados Unidos são os maiores produtores de etanol no mundo, as estimativas têm grande impacto para o setor, principalmente para o Brasil, que é o segundo maior produtor global de etanol e um dos principais destinos para as exportações dos EUA.

Segundo o EIA, em 2017, a produção de etanol estimada nos EUA foi de aproximadamente 59,78 bilhões de litros, com previsão de estabilidade para 2018 e 2019. Isso é significativo para o setor de etanol estadunidense, pois indica que as altas taxas de crescimento na produção do biocombustível podem estar chegando ao fim. Ao longo dos últimos 20 anos, a produção manteve uma tendência sempre crescente, com uma única exceção nos resultados de 2012.

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Consumo

Apesar da estabilidade na produção, quando o assunto é o consumo médio de etanol misturado à gasolina, a previsão da EIA é de um aumento gradual. Os 54,5 bilhões de litros no ano passado devem subir para aproximadamente 55,7 bilhões de litros em 2018 e a quase 56,3 bilhões de litros em 2019.

Segundo a EIA, a elevação do consumo se dará pelo crescimento marginal no uso do etanol na mistura com a gasolina, que deve passar de uma média de 10,2% em 2017, para 10,3% em 2018 e 2019.

Futuro do setor

A EIA faz essas previsões de olho no mercado energético dos EUA, o equivalente ao que o Ministério de Minas e Energia (MME) faz aqui no Brasil. Mas outro órgão preocupado com o futuro do etanol é o USDA, este já com o olhar mais voltado para o mercado agrícola, a exemplo do que faz o Ministério da Agricultura (Mapa) no Brasil. Assim, enquanto este trabalho da EIA focou nas previsões de curto prazo, para os próximos dois anos, o USDA faz uma projeção da produção mais longa, até 2027.

O estudo aborda a disponibilidade de milho – principal matéria-prima para o etanol no país – e a possibilidade do uso do cereal para a fabricação de outros produtos.

De acordo com o USDA, a produção de etanol aumentará no início da projeção (2018), mas deve cair ao longo da década. O principal motivo seria a queda na demanda por etanol e a crescente demanda de milho para outros fins.

Dessa forma, até 2027, o uso relativo do milho para a produção de etanol deve sair de mais de 38% para menos de 35%.

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“Isso reflete restrições infraestruturais, geográficas e outras sobre misturas mais altas de etanol (E15 e E85) e a queda no consumo de gasolina devido ao crescimento da eficiência do combustível, o aumento no custo dos combustíveis fósseis e mudanças no estilo de vida dos consumidores e nos modais de transporte urbano”, aponta o estudo.

Perspectiva global

Apesar da perspectiva não ser exatamente otimista para os Estados Unidos, o USDA acredita que há uma tendência de aumento global na produção de biocombustíveis para a próxima década – mesmo que seja em ritmo lento do que nos últimos cinco anos.

Apesar da perspectiva de crescimento da produção, ela será em ritmo muito menor do que no passado, reflexo dos seguintes fatores: preços baixos do petróleo, redução do uso de etanol como combustível nos Estados Unidos, relutância de alguns países em adotarem programas de biocombustível com vias de manter períodos de uso e baixa probabilidade da adoção de programas por países que não possuem políticas vinculados a biocombustíveis.

Para o estudo, a liderança da produção mundial de biocombustíveis deve ser dos Estados Unidos, seguido de Brasil e União Europeia. Outros produtores relevantes serão China, Argentina, Tailândia, Canadá e Indonésia: todos com perspectiva de crescimento, porém, com um volume total ainda menor que os três primeiros.

Ainda segundo o estudo, a redução do uso de milho na produção do etanol nos EUA e na União Europeia será compensada com um aumento da produção, usando a mesma matéria-prima como base, em China, Argentina, Brasil e Paraguai.

Ao mesmo tempo, a projeção é de um forte crescimento no uso de cana-de-açúcar e melaço para a produção de etanol, o que depende principalmente da produção nacional brasileira – mas Índia, Tailândia, Colômbia, Argentina, Filipinas e alguns outros países também favorecem os números dessa matéria-prima.

Em relação ao comércio internacional, por sua vez, EUA, Brasil, Canadá, União Europeia e Japão devem seguir como os maiores importadores mundiais de biocombustíveis até 2027. Já os nomes de destaque na exportação são Estados Unidos, Argentina, Brasil e Cingapura, seguidos por Indonésia e Malásia.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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