NovaCana

Unica, Raízen, Odebrecht Energia, Abengoa e Aroeira comentam desafios da cogeração

bioeletricidade 150914Unica, Raízen, Odebrecht Energia, Abengoa e Aroeira comentam desafios da cogeração

NovaCana 4 min de leitura

Líderes do setor sucroenergético e da cadeia de biomassa estiveram reunidos em São Paulo entre os dias 3 e 5 de novembro para discutir os desafios da cogeração de bioeletricidade a partir da biomassa de cana-de-açúcar.

O portal NovaCana apresenta a seguir as opiniões de alguns dos principais players do mercado sobre os investimentos de longo prazo, preços no mercado spot e os riscos e desafios que a bioeletricidade enfrenta atualmente.

Líderes do setor sucroenergético e da cadeia de biomassa estiveram reunidos em São Paulo entre os dias 3 e 5 de novembro para discutir os desafios da cogeração de bioeletricidade a partir da biomassa de cana-de-açúcar.

O portal NovaCana apresenta a seguir as opiniões de alguns dos principais players do mercado sobre os investimentos de longo prazo, preços no mercado spot e os riscos e desafios que a bioeletricidade enfrenta atualmente.

 

Mudança no PDL

“Então agora você vai ter uma canetada, uma redução deste preço, o que causa bastante preocupação do setor. Por quê? Geramos uma energia adicional que ajudou não só o setor da biomassa, mas num cenário de hidrologia ajudou o setor elétrico como um todo.”
Zilmar Souzagerente de bioeletricidade na Unica

 

Parque instalado X novas usinas

“Essa crise energética, primeiro a do etanol, afeta as possibilidades de investimento na medida em que a condução financeira das empresas não é muito favorável a novos aportes de capital neste momento. Por outro lado, a gente vê que a energia hoje tem sido para muitas empresas fontes de sustentação do negócio, apesar de a receita não representar muito, já que é uma receita adicional. [A cogeração] ajuda a pagar os custos fixos e ajuda na sustentação do negócio. Então, temos os dois lados: a dificuldade de alavancar novos investimentos, mas ao mesmo tempo você tem a sustentação dos negócios baseado na cogeração de energia.”

Gabriel Feres Junqueira, diretor na Aroeira Bioenergética

 

“Ninguém vai querer investir em algo num momento de crise como a que se está passando agora. Para os projetos existentes, não, você vai sobrevivendo. Inclusive, a cogeração de energia salva um pouco o resultado das empresas. É um bom negócio. [...] Todo mundo fala isso e este pensamento é unânime no setor: é preciso uma política clara, de médio e longo prazo. Se o país colocar isso de uma maneira bastante visível, com regras claras, com tudo isso bem definido para um médio e longo prazo, não vejo problema de você investir. Agora, se isso não acontecer, vai ser muito difícil [fazer novos investimentos].”

Rogério Ribeiro Abreu dos Santos, diretor de energia na Abengoa Bioenergy

 

Política do etanol freia bioeletricidade

“Temos uma perspectiva de demanda por etanol e se não houver uma política clara, não vai ser concretizada a entrada de novas usinas. Se não entrarem novas usinas, não vai ter etanol e não vai ter exportação de energia. Por quê? Porque as novas usinas já entram exportando energia elétrica para a rede. Se não retomar o ciclo de investimentos no setor e a confiança numa política setorial de longo prazo, é obvio que você vai ter o comprometimento do potencial da bioeletricidade. Esse potencial caminha juntamente na área do etanol.”

Zilmar SouzaUnica

 

Preços no mercado spot e riscos

“Ninguém faz novos investimentos baseado no mercado spot. É muito importante que o governo dê uma sinalização de preços convidativa no longo prazo. É difícil contar com o mercado para investimentos de longo prazo.”

Gabriel Feres Junqueira, Aroeira Bioenergética

 

“O preço é fundamental, é essencial para viabilizar projetos na área de energia. A gente concorda que a viabilidade desses projetos que exigem investimentos, que envolvem riscos, dependem muito do preço. Não é só o preço, mas ele pode ser o fator principal.”

Rogério Bautista da Nova Moreira, diretor na Odebrecht Energia

 

Desafios

“Em termos de desafios, eu destacaria os climáticos, até pelo nosso regime de chuvas. A adaptação tem acontecido, e penso que ainda há bastante a ser feito. Também vejo desafios de infraestrutura, temos a parte governamental que precisa ser vista pelo governo com a importância que merece. Temos muita fé que no novo governo, de fato, essa importância será retomada.”

Davi Araújo, gerente de desenvolvimento sustentável na Raízen

 

NovaCana

Compartilhar: