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Unica, Feplana e Bioenergia Brasil se posicionam sobre acordo entre UE e Mercosul

Entidades publicaram uma nota conjunta sobre o tema em que declaram serem favoráveis ao documento


NovaCana - Publicado: 27 Nov 2024 - 16:03 | Atualizado: 28 Nov 2024 - 10:15

Alvo de fortes críticas por parte do setor agrícola europeu, o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul chamou atenção das sucroenergéticas nesta semana. Em postagem nas redes sociais, o CEO da francesa Tereos, Olivier Leducq, posicionou-se contra a aprovação do texto, argumentando que ele criaria uma “concorrência desleal” por conta das rígidas normas ambientais e sociais aplicadas na Europa, que implicam em elevados custos de implementação.

Posteriormente, ele reforçou que não teve a intenção de criticar a agricultura brasileira com suas declarações – ainda assim, manteve sua posição de que o documento seria prejudicial aos agricultores franceses. A Tereos tem 12 mil cooperados na França e, no Brasil, controla sete usinas sucroenergéticas.

As movimentações levaram três entidades representativas a publicarem uma nota conjunta. “A cadeia de açúcar e bioenergia brasileira, diante das recentes declarações sobre a celebração do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, reforça sua posição favorável à conclusão do acordo e rechaça veementemente as críticas infundadas acerca do processo produtivo brasileiro”, afirmam.

O texto é assinado pela União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), pela Federação Dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e pela Bioenergia Brasil, que reúne associações de classe. “A sustentabilidade é um dos pilares do nosso processo produtivo, que é amplamente aceito em todo o mundo e respaldado por certificações internacionais, incluindo algumas das mais rigorosas da Europa”, complementam.

De acordo com o texto, o etanol brasileiro tem a menor pegada de carbono do planeta e, desde o lançamento do veículo flex em 2003, já teria sido evitada a emissão de mais de 700 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Para as entidades, “não há paralelo global nesse quesito”.

“Como produtores brasileiros, merecemos e exigimos respeito pelo patrimônio socioambiental que construímos ao longo das últimas décadas, fruto de um esforço hercúleo pela competitividade e pela sustentabilidade”, afirmam e seguem: “O setor tornou-se uma referência mundial como potência alimentar e energética, operando com uma eficiência que supera a de outros países, aliada a elevados níveis de proteção ambiental e inclusão social”.

Ainda segundo a nota, a “gravidade e urgência” da crise climática, assim como a crescente carência alimentar e energética no mundo, demandam iniciativas de cooperação e integração. “Este será o testemunho do setor produtivo brasileiro: produzir mais e melhor, inspirando o restante do mundo a seguir o nosso exemplo”, concluem as entidades.

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