

ATR quinzenal: A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), por sua vez, alcançou 154,29 kg por tonelada de matéria-prima na primeira quinzena de outubro, 8,35% superior ao resultado observado na mesma data do ano anterior (142,40 kg por tonelada).
Produção quinzenal de açúcar: Acompanhando o avanço quinzenal da moagem, a produção de açúcar cresceu na primeira metade de outubro deste ano e atingiu 1,91 milhão de toneladas, contra 1,12 milhão de toneladas em idêntica quinzena do ano anterior.
Produção quinzenal de etanol: O volume fabricado de etanol, por sua vez, alcançou 2,29 bilhões de litros nos primeiros 15 dias de outubro (689,25 milhões de litros de etanol anidro e 1,60 bilhão de litros de etanol hidratado).
Mix de produção: Na quinzena, 34,65% da cana-de-açúcar foi destinada à produção de açúcar, ante 32,30% observados nos primeiros 15 dias e outubro de 2018. O diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, alerta que “na safra atual, o pico de concentração de ATR foi deslocado para o final de setembro e início de outubro; logo, era esperado que as usinas tivessem dificuldades para reverter mais cana-de-açúcar para a fabricação de etanol nesse período”. Com a queda do ATR nas próximas quinzenas, espera-se um mix de produção ainda mais alcooleiro diante dos preços atrativos e da demanda aquecida pelo biocombustível, completou Rodrigues.
Moagem acumulada: No acumulado desde o início da safra 2019/2020 até 16 de outubro, a moagem somou 510,26 milhões de toneladas, contra 485,97 milhões de toneladas apuradas no mesmo período do ano passado – alta de 5,00%.
Impacto do clima: Para Antonio de Padua Rodrigues, em 2018 as chuvas de primavera foram antecipadas e comprometeram a operacionalização da colheita, reduzindo o aproveitamento de moagem. “Em contrapartida, a condição climática de 2019 garantiu um melhor rendimento operacional nas últimas quinzenas, permitindo um avanço da safra em relação aos índices observados no último ciclo agrícola”, concluiu.
Encerramento da safra: De fato, as informações apuradas até o momento revelam uma antecipação do término da safra 2019/2020. Até 16 de outubro deste ano, 25 unidades do Centro-Sul haviam encerrado a safra, contra 20 usinas até a mesma data de 2018. Por sua vez, essas 25 empresas registraram retração de 13,5% na moagem. Na segunda quinzena do mês, espera-se que outras 41 unidades finalizem as atividades desse ciclo, ante apenas 32 verificadas em 2018.
Rendimento dos canaviais: Com relação a produtividade agrícola, o indicador apurado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) mostra que o rendimento dos canaviais atingiu 79,84 toneladas por hectare colhido no acumulado de abril a setembro de 2019. Trata-se de um incremento de 4,58% quando comparado a igual período de 2018.
Evolução do ATR: No acumulado da temporada, o indicador de qualidade da cana-de-açúcar continua cerca de 2 kg por tonelada inferior ao apurado no ciclo anterior. Até 16 de outubro, o teor de ATR na planta atingiu 138,12 kg por tonelada, contra 140,28 kg por tonelada no mesmo período de 2018.
Produção acumulada de açúcar: A fabricação de açúcar alcançou 23,71 milhões de toneladas no acumulado desde o início da temporada 2019/2020 até 16 de outubro. Esse valor é próximo daquele registrado em 2018 (23,46 milhões de toneladas), apesar do avanço da moagem em quase 25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nesse mesmo período.
Análise sobre a produção de açúcar: Para o diretor da Unica, “este incremento da produção de açúcar observada até o momento reflete o avanço da colheita em função das condições climáticas favoráveis nas últimas quinzenas”. Trata-se, porém, de uma condição pontual, já que a citada expansão da moagem não deve permanecer até o final da safra. “A moagem acumulada observada até 16 de outubro desse ano foi igual aquela verificada no final de outubro de 2018. Se comparáramos esses períodos com moagem equivalente, é possível verificar que a produção de açúcar hoje está aquém daquela registrada no ciclo 2018/2019”, acrescentou.
Produção acumulada de etanol: No agregado da safra, a produção do biocombustível totalizou 27,52 bilhões de litros (8,31 bilhões de litros de etanol anidro e 19,20 bilhões de litros de etanol hidratado), alta de 5,93% em relação ao mesmo período do ciclo 2018/2019.

Etanol de milho: Os resultados divulgados pela Unica incorporam também a fabricação do renovável a partir do milho. Na primeira quinzena de outubro, esta totalizou 20,21 milhões de litros de etanol hidratado e 44,06 milhões de litros de etanol anidro. A produção acumulada na temporada 2019/2020 alcançou 667,32 milhões de litros (448,08 milhões de litros de etanol hidratado e 219,23 milhões de litros de etanol anidro).
Vendas quinzenais de etanol: Nos 15 dias iniciais de outubro, a venda de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somou 1,42 bilhão de litros. Desse valor, 1,34 bilhão de litros foram destinados ao mercado interno e apenas 73,82 milhões de litros para exportação.
Vendas domésticas de etanol: Do total comercializado no mercado doméstico, 357,76 milhões de litros referem-se ao etanol anidro e 989,97 milhões de litros ao etanol hidratado. No caso do etanol hidratado, esta cifra representa um crescimento de 4,35% sobre o resultado da mesma quinzena de 2018 (948,69 milhões de litros). “As vendas de etanol hidratado pelas unidades do Centro-Sul confirmam a demanda aquecida pelo produto em decorrência da sua competitividade na maior parte do mercado brasileiro e do crescimento do consumo de combustíveis leves no País”, explica o diretor da Unica.
Vendas acumuladas de etanol: No acumulado desde abril até 16 de outubro, as vendas internas de hidratado já alcançaram um aumento superior a 15%, atingindo 12,61 bilhões de litros, contra apenas 10,96 bilhões em 2018.
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