

Produção quinzenal de açúcar e etanol: Com a baixa moagem entre 1º e 16 de janeiro, as produções de etanol e açúcar também foram residuais. A quantidade fabricada de açúcar atingiu 11,3 mil toneladas no período, enquanto o volume produzido de etanol totalizou 70,35 milhões de litros (35,44 milhões de litros de etanol hidratado e 34,91 milhão de litros de etanol anidro).


Etanol de milho: “Parcela majoritária da produção do renovável observada na primeira metade de janeiro se refere ao etanol de milho”, destacou o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues. Segundo levantamento da entidade, dos 70,35 milhões de litros fabricados naquela quinzena, 45,82 milhões de litros (65%) foram etanol de milho.
Moagem acumulada: No acumulado da safra 2018/2019, a moagem alcançou 562,67 milhões de toneladas, configurando queda de 3,55% sobre o valor observado em igual período do ciclo anterior (583,40 milhões de toneladas).


Crescimento na produção de etanol: Este volume superior a 30 bilhões de litros corresponde a um crescimento de 19,54% sobre 2017/2018 (25,26 bilhões de litros), sendo que o etanol produzido a partir do milho alcançou 562,80 milhões de litros no ciclo corrente.
Mix de produção: Do total de matéria-prima processada nos primeiros 15 dias de janeiro, 78,11% destinaram-se à produção do renovável. No acumulado da safra, esse percentual atingiu 64,54%.

Vendas quinzenais de etanol: O volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somou 1,26 bilhão de litros nos primeiros quinze dias de 2019, crescimento de 20,78% em relação à mesma quinzena do ano anterior (1,04 bilhão de litros), sendo 66,15 milhões de litros destinados à exportação e 1,19 bilhão de litros ao mercado doméstico.
Vendas de hidratado: A expansão das vendas do etanol hidratado no mercado interno continua intensa no início deste ano, somando 866,82 milhões de litros. Esse volume representa um expressivo aumento de 32,10% em relação ao valor registrado em igual período de 2018 (656,16 milhões de litros).
Mercado de combustíveis e preferência do consumidor: Informações preliminares permitem estimar que o mercado de combustíveis do ciclo Otto (sem GNV) apresentou queda próxima a 3% em 2018 quando comparado ao ano anterior. Contudo, a participação do hidratado deve apresentar significativo crescimento, atingindo aproximadamente 26% em 2018 contra 17,8% em 2017. Essa ampliação da relevância do biocombustível decorre do aumento superior a 40% no consumo de etanol, com uma redução de 13% no mercado de gasolina C.
Impacto das vendas de etanol: Com efeito dessa expansão e da alta competitividade do etanol nos postos revendedores, o uso do hidratado propiciou aos consumidores brasileiros uma economia de R$ 6,5 bilhões em 2018. A considerar somente os Estados com uma política tributária que reconhece os benefícios do biocombustível como, São Paulo, Goiás, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso, o montante somou R$ 6,2 bilhões.
Análise do mercado de etanol: De acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, “nos últimos três meses de 2018, o hidratado registrou uma participação próxima a 30% no mercado de combustíveis leves, em gasolina equivalente, situação que reflete a elevada competitividade do renovável frente a gasolina no período e que deve se manter durante toda entressafra”.
Vendas acumuladas de etanol: As vendas acumuladas de etanol pelas usinas desde o início da safra 2018/2019 até 16 de janeiro somaram 24,34 bilhões de litros, com 1,29 bilhão de litros exportados e 23,05 bilhões de litros comercializados internamente – crescimento acumulado de 16,63% na comparação com o ciclo 2017/2018. Esse volume inclui o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e milho.
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