Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

[Unica] Atualização quinzenal da safra 2017/18 - 2ª quinzena de agosto

Segunda quinzena de agosto registra mix de produção mais alcooleiro e crescimento nas vendas de etanol


Unica - Publicado: 12 Set 2017 - 10:39

  1. Moagem quinzenal: A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras do Centro-Sul atingiu 38,91 milhões de toneladas na segunda quinzena de agosto, praticamente igual às 38,60 milhões de toneladas observadas no mesmo período de 2016.

    quinzena 06 tabela quinzena 01 09 2017BLquinzena 01 moagem 16 07 2017
  2. Ritmo de moagem: Esse valor indica retração no ritmo de moagem em relação às últimas quinzenas. Na comparação com os primeiros 15 dias de agosto, por exemplo, a retração alcançou 14,06% (38,91 milhões de toneladas apuradas na segunda quinzena, contra 45,28 milhões verificadas na primeira metade do mês).
  3. Produção quinzenal de açúcar: Na segunda quinzena de agosto, as usinas do Centro-Sul fabricaram 2.536 toneladas de açúcar, o que representa uma queda de 0,47% em relação às 2.548 toneladas vistas no mesmo período da safra 2015/16.

    BLquinzena 03 acucar 16 07 2017
  4. Produção quinzenal de etanol: A produção quinzenal de etanol, por sua vez, apresentou crescimento de 3,15% na segunda metade de agosto, com 1,77 bilhão de litros fabricados, sendo 749,44 milhões de litros de anidro e 1,02 bilhão de litros de hidratado.

    BLquinzena 02 etanol 16 07 2017
  5. Mix de produção: Do volume total de cana processada nos últimos 15 dias de agosto, 46,95% destinou-se à fabricação de açúcar, contra uma média de 50,32% nas quatro quinzenas anteriores. Essa redução significativa no mix de produção para o açúcar retrata uma alteração no padrão de produção observado até o momento, o qual era influenciado, entre outros aspectos, pela necessidade de fabricação do produto para o atendimento dos contratos pré-estabelecidos. 
  6. Moagem acumulada: No acumulado desde o início da safra 2017/2018 até 1º de setembro, a moagem totalizou 381,52 milhões de toneladas, queda de 3,62% em relação ao valor contabilizado até igual data do ciclo passado.

    quinzena 07 tabela acumulado 01 09 2017
  7. Produção acumulada de etanol e açúcar: Nesse mesmo período, a fabricação de etanol alcançou 15,29 bilhões de litros (-7,55%) e a produção de açúcar somou 23,26 milhões de toneladas (+3,37%).

    BLquinzena 05 dados acumulados 16 07 2017
  8. Evolução do ATR: A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima atingiu 145,67 kg na segunda metade de agosto. No acumulado do início da safra 2017/2018 até 1º de setembro, esse indicador alcançou 131,99 kg por tonelada, pequena alta de 0,95% em relação aos 130,75 kg apurados até igual data de 2016.

    BLquinzena 04 ATR ton 16 07 2017
  9. Comercialização total de etanol: O volume de etanol comercializado pelas produtoras do Centro-Sul atingiu 1,27 bilhão de litros na segunda quinzena de agosto, sendo 116,63 milhões de litros direcionados à exportação e 1,16 bilhão ao mercado doméstico. No total de agosto, as vendas do biocombustível no Centro-Sul atingiram 2,39 bilhões de litros, dos quais 2,19 bilhões foram direcionados ao mercado interno. Desse volume comercializado domesticamente, 1,37 bilhão de litros foram de etanol hidratado – aumento mensal de 23,05% comparativamente ao volume vendido em julho de 2017.
  10. Vendas domésticas: As vendas de etanol ao mercado interno indicam um crescimento de 11,77% na comparação com a quantidade comercializada nos primeiros 15 dias de agosto, além de constituir o maior volume quinzenal vendido nos últimos 12 meses. Do total comercializado domesticamente, 433,93 milhões de litros foram de etanol anidro (alta de 11,10% em relação a primeira quinzena de agosto) e 722,41 milhões de litros de hidratado – o que a Unica classificou como um “surpreendente crescimento” de 12,17% ou 78,37 milhões de litros na comparação com o volume comercializado nos primeiros 15 dias do mês.
  11. Elementos que afetaram as vendas de etanol: A mudança nas vendas de etanol se deve, em outros fatores, à menor oferta do produto importado; aos ajustes no preço de realização da gasolina pura na refinaria; às alterações nos tributos sobre os combustíveis; à uma provável recuperação no consumo global de combustíveis leves no País; e para uma eventual antecipação na compra das distribuidoras.

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