Bloco acredita que 2013 será o ano de recuperação da produção de etanol, embora não preveja mais investimentos na primeira geração do biocombustívelNesta reportagem:
- O volume de etanol que a União Europeia deve produzir este ano
- Qual será o índice de ocupação das usinas do bloco e o histórico
- A necessidade de importação para atender o consumo
- Volume que deve ser importado
- Os países que devem enviar etanol para a Europa
- Como estão as mudanças nas políticas de consumo de biocombustíveis da União Europeia
- As estimativas para 2014
A produção de etanol combustível na União Europeia deve crescer pouco mais que 12% em 2013, atingindo 5,19 bilhões de litros, ante os 4,62 bilhões produzidos no ano passado. A projeção está no relatório anual sobre biocombustíveis do bloco, publicado pelo Departamento de Agricultura norte-americano como parte da Rede Global de Informações Agrícolas (GAIN, na sigla em inglês).
O volume a ser fabricado representa pouco mais que 61% da capacidade de produção instalada nas 71 usinas de etanol de primeira geração europeias. Entre 2007 e 2012, este índice variou entre 52 e 55%, devido à fase inicial em que se encontrava o setor, aos altos preços dos grãos e à falta de competitividade ante o etanol importado do Brasil e dos Estados Unidos. Porém, com a revisão de impostos e a adoção de uma tarifa antidumping sobre o etanol americano, a UE acredita que os produtores locais terão melhor oportunidade de expandir suas produções e utilizar a capacidade de suas usinas.
A produção europeia deve representar também 91% do consumo previsto do biocombustível, o que significa que a demanda só poderá ser atendida com a compra de etanol fabricado em países de fora do bloco econômico.
Segundo o relatório, as importações da UE devem totalizar 500 milhões de litros. Parte deste volume, cerca de 350 milhões de litros, deve vir de países como Guatemala, Peru e Paquistão - até 2013 os países americanos podem vender etanol à Europa livre de impostos. A segunda fonte mais provável seria o Brasil, que deve ter uma safra recorde, e, devido às tarifas antidumping impostas ao produto norte-americano, as importações de etanol produzido nos EUA devem ser limitadas.

Contudo, estas políticas passam por uma fase de atualização. Entre as alterações propostas está a limitação do uso de combustíveis renováveis de primeira geração a 5,5% dos 10% que devem compor o total de energia de fonte renovável consumida em 2020. Por isso, novos investimentos no aumento de capacidade do etanol de primeira geração não são esperados.
O novo texto – aprovado pela primeira vez em julho pelo Parlamento Europeu e com nova votação marcada para setembro – prevê ainda que sejam medidos e comunicados os índices de mudança indireta do uso da terra para que eles possam ser contabilizados nos cálculos de diminuição de emissões de gases do efeito estufa. A contagem destes índices não diferencia as matérias-primas alimentares entre si, o que desfavorece o etanol de cana brasileiro.
O documento pode ser acessado na íntegra aqui.
Vivian Faria – NovaCana
- O volume de etanol que a União Europeia deve produzir este ano
- Qual será o índice de ocupação das usinas do bloco e o histórico
- A necessidade de importação para atender o consumo
- Volume que deve ser importado
- Os países que devem enviar etanol para a Europa
- Como estão as mudanças nas políticas de consumo de biocombustíveis da União Europeia
- As estimativas para 2014
A produção de etanol combustível na União Europeia deve crescer pouco mais que 12% em 2013, atingindo 5,19 bilhões de litros, ante os 4,62 bilhões produzidos no ano passado. A projeção está no relatório anual sobre biocombustíveis do bloco, publicado pelo Departamento de Agricultura norte-americano como parte da Rede Global de Informações Agrícolas (GAIN, na sigla em inglês).
O volume a ser fabricado representa pouco mais que 61% da capacidade de produção instalada nas 71 usinas de etanol de primeira geração europeias. Entre 2007 e 2012, este índice variou entre 52 e 55%, devido à fase inicial em que se encontrava o setor, aos altos preços dos grãos e à falta de competitividade ante o etanol importado do Brasil e dos Estados Unidos. Porém, com a revisão de impostos e a adoção de uma tarifa antidumping sobre o etanol americano, a UE acredita que os produtores locais terão melhor oportunidade de expandir suas produções e utilizar a capacidade de suas usinas.
A produção europeia deve representar também 91% do consumo previsto do biocombustível, o que significa que a demanda só poderá ser atendida com a compra de etanol fabricado em países de fora do bloco econômico.
Segundo o relatório, as importações da UE devem totalizar 500 milhões de litros. Parte deste volume, cerca de 350 milhões de litros, deve vir de países como Guatemala, Peru e Paquistão - até 2013 os países americanos podem vender etanol à Europa livre de impostos. A segunda fonte mais provável seria o Brasil, que deve ter uma safra recorde, e, devido às tarifas antidumping impostas ao produto norte-americano, as importações de etanol produzido nos EUA devem ser limitadas.

Políticas de biocombustíveis
Além de apresentar estimativas para este ano, o texto apresenta as propostas de mudanças nas políticas de consumo de biocombustíveis da União Europeia. Atualmente, os mandatos de biocombustíveis europeus são a Diretiva de Energia Renovável e a Diretiva de Qualidade dos Combustíveis, as quais preveem que 20% da energia consumida em 2020 seja de fontes renováveis, sendo que metade deste volume deve ser utilizado para fins de transporte.Contudo, estas políticas passam por uma fase de atualização. Entre as alterações propostas está a limitação do uso de combustíveis renováveis de primeira geração a 5,5% dos 10% que devem compor o total de energia de fonte renovável consumida em 2020. Por isso, novos investimentos no aumento de capacidade do etanol de primeira geração não são esperados.
O novo texto – aprovado pela primeira vez em julho pelo Parlamento Europeu e com nova votação marcada para setembro – prevê ainda que sejam medidos e comunicados os índices de mudança indireta do uso da terra para que eles possam ser contabilizados nos cálculos de diminuição de emissões de gases do efeito estufa. A contagem destes índices não diferencia as matérias-primas alimentares entre si, o que desfavorece o etanol de cana brasileiro.
Estimativas para 2014
Apesar do foco em 2013, o documento traz também estimativas para 2014, as quais indicam que o setor de etanol não deve crescer muito de um ano para o outro. A perspectiva é que sejam produzidos 5,38 bilhões de litros de etanol no ano que vem e que o consumo atinja 5,76 bilhões de litros. As importações devem se manter no patamar dos 500 milhões de litros.O documento pode ser acessado na íntegra aqui.
Vivian Faria – NovaCana