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Trabalhadores rurais de AL querem terras do Grupo João Lyra na reforma agrária

Assunto foi debatido em reuniões com o governador do Estado e o vice-presidente do TJ. Renan Filho garante que estado trabalha na aquisição dessas áreas.


G1 - Publicado: 24 Abr 2017 - 08:44
Trabalhadores rurais de AL querem terras do Grupo João Lyra na reforma agrária

Governador de Alagoas, Renan Filho, disse que pretende reabrir a usina Guaxuma, mantendo parte das terras para a reforma agrária

Trabalhadores rurais se reuniram com o governador Renan Filho (PMDB) e com o vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), desembargador Celyrio Adamastor, nesta terça-feira (18), para pedir que as terras da massa falida do Grupo João Lyra sejam destinadas para reforma agrária.

O interesse do grupo está nas áreas pertencentes as antigas usinas Laginha e Guaxuma, que ficam localizadas nos municípios de União dos Palmares e Coruripe.

As reuniões foram realizadas a pedido de membros de movimentos agrários, que estão acampados no centro de Maceió desde domingo (16) por conta da Jornada Nacional de Lutas em defesa da Reforma Agrária.

No encontro com os líderes dos movimentos agrários, o governador do Estado anunciou que pretende se reunir com TJ e membros da massa falida do Grupo JL para tratar da aquisição da área das duas usinas, que devem ser utilizadas na reforma agrária.

Durante o encontro, Renan Filho disse que pretende iniciar o projeto pelas terras da Laginha, que abrange os municípios de União dos Palmares e Branquinha.

Negociação

As lideranças que participaram da reunião defendem que esse acerto com a massa falida do Grupo JL é importante, já que o grupo declarou que seus débitos com o Estado garantem apenas a concessão de quatro dos 11 mil hectares das terras da usina.

No TJ, o vice-presidente da Corte garantiu aos trabalhadores que vai entrar em contato com os juízes responsáveis por analisar o processo da Laginha, para que ele seja solucionado o mais rápido possível.

Com relação à usina Guaxuma, que abrange os municípios de Coruripe e Teotônio Vilela, uma área de 1,5 mil hectares já foi destinada para o assentamento de famílias dos Movimentos Sem Terra (MST) e Via do Trabalho.

“Estamos em seis propriedades da Guaxuma, só que ainda não foi definida a quantidade de famílias que vão permanecer lá. Nesse caso, também é preciso haver um encontro de contas e a substituição de duas áreas que não são produtivas. Diante da determinação do governador, espero ter esse número de famílias definidas para serem assentadas nos próximos 15 dias”, afirma o presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Silva.

O governador garantiu aos movimentos agrários que pretende reabrir a usina Guaxuma, mantendo uma parte das terras para a reforma agrária local.