A sucroalcooleira Tonon que opera três usinas – duas em São Paulo e uma no Mato Grosso do Sul – registrou um prejuízo líquido de R$ 141,1 milhões no segundo trimestre da safra 2014/15
A sucroalcooleira Tonon que opera três usinas – duas em São Paulo e uma no Mato Grosso do Sul – registrou um prejuízo líquido de R$ 141,1 milhões no segundo trimestre da safra 2014/15, encerrado em 30 de setembro. A perda é 218%, ou três vezes maior do que os R$ 44,2 milhões negativos registrados no mesmo período do ciclo anterior.
A dívida líquida aumentou 14%, de R$ 1,230 bilhão para R$ 1,401 bilhão e a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, foi agravada de 3 vezes para 3,2 vezes.
Veja a seguir mais detalhes sobre o avanço do endividamento da empresa, a moagem no período e os principais destaques do seu resultado no trimestre.
A sucroalcooleira Tonon que opera três usinas – duas em São Paulo e uma no Mato Grosso do Sul – registrou um prejuízo líquido de R$ 141,1 milhões no segundo trimestre da safra 2014/15, encerrado em 30 de setembro. A perda é 218%, ou três vezes maior do que os R$ 44,2 milhões negativos registrados no mesmo período do ciclo anterior.
No trimestre a receita pro-forma da companhia cresceu 1,6%, para R$ 540,3 milhões, enquanto o lucro bruto caiu 3,9%, a R$ 79,9 milhões, na comparação em base anual.
A receita líquida das vendas de açúcar foi 7,4% inferior ao mesmo trimestre da safra 2013/14, ficando em R$ 275,3 milhões, equivalente a 51,0% da receita líquida total. O preço médio do açúcar alcançou R$ 886,9 por tonelada, uma redução de 0,8% na mesma base de comparação. No período, devido aos melhores preços no mercado externo, mais de 99% das vendas de açúcar concentraram-se nas exportações.
As vendas de etanol, com um preço médio de R$1.297,5/m³, 5,2% melhor do que em igual trimestre do ciclo passado, somaram R$ 239,6 milhões, 11,1% maior do que o valor registrado anteriormente.

O único indicador financeiro da companhia que apresentou melhora significativa foi o Ebitda (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) que cresceu 8,7%, “principalmente devido ao aumento dos preços do etanol”, passando de R$ 250 milhões para R$ 271,7 milhões. A margem Ebitda foi de 50%, com avanço de 3,2 pontos percentuais.
A dívida líquida aumentou 14%, de R$ 1,230 bilhão para R$ 1,401 bilhão e a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, foi agravada de 3 vezes para 3,2 vezes.
Nos três meses, a companhia ressalva que houve redução de R$ 16,7 milhões no endividamento de curto prazo combinado, com um aumento de aproximadamente R$ 1,1 milhão de caixa e equivalente de caixa.
Cogeração
No início de novembro a Tonon concluiu a venda total de seus ativos de cogeração, com a transação dos últimos 15% de participação acionária que detinha no negócio. Desde 2012 já pertenciam à distribuidora de energia Energisa 85% da unidades de cogeração junto às usinas Santa Cândida, em Bocaína (SP), e Vista Alegre, em Maracaju (MS). A Energisa adquiriu a fatia adicional por R$ 23 milhões, a expectativa é que a transação seja concluída até o início do terceiro trimestre de 2015.
No acordo também foi ampliado em oito anos o prazo de exploração das unidades, que agora vai até 2042.
A termelétrica de Brotas, junto à usina Paraíso, já pertence integralmente à Rhodia.
A Tonon continua como fornecera do bagaço de cana para as três unidades e recebe das parceiras a energia para a operação das usinas de açúcar e etanol.
Números da produção
No trimestre a Tonon Bioenergia processou 2,7 milhões de toneladas de cana nas suas três usinas, com uma capacidade total de moagem de 8,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. A moagem teve queda de 10% em relação ao mesmo trimestre do ano passado quando foram moídos 3 milhões de toneladas. Entretanto, no acumulado a moagem da safra está levemente superior, com acréscimo de 1%, tendo sido processados 5,3 milhões de toneladas.
A área plantada passou de 99 mil para 103 mil hectares no segundo trimestre do ciclo atual, crescimento que compensou a queda de 13% na produtividade média, que foi de 68,33 toneladas por hectare, ante 77,33 ton/ha registradas no ciclo anterior.

Apesar do mix ainda se manter mais açucareiro, o etanol ganhou espaço em relação à safra passada. No segundo trimestre 47% da matéria-prima foi destinada à fabricação do biocombustível e 53% para o açúcar, enquanto na mesma etapa do ciclo passado a distribuição ficou em 45% para o etanol e 55% para a commodity.
Nos três meses encerrados em setembro foram produzidos 182 mil toneladas de açúcar, 9% menos do que as 200 mil ton registradas anteriormente. No mesmo período a produção de etanol foi de 105 milhões de litros, com leve queda ante os 106 milhões de litros registrados anteriormente.
NovaCana