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Tonon teve prejuízo de R$ 175,4 milhões na safra 2013/14

tonon bioenergia santa candida 110714Com três usinas, a dívida líquida foi agravada em 30,6%, para R$ 1,1 bilhão
NovaCana 3 min de leitura
Na safra 2013/14 a Tonon Bioenergia expandiu seu negócio e registrou um prejuízo líquido de R$ 175,4 milhões no exercício encerrado em 31 de março. Na safra anterior, quando possuía uma usina a menos, a perda foi de R$ 14,2 milhões.

Desde maio de 2013, quando adquiriu a Paraíso Bioenergia, a companhia comanda três unidades de produção com capacidade de moagem de 8,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.

Confira a seguir as principais fontes de faturamento da empresa na última safra, seu mix de produção, evolução do seu endividamento e os desempenhos agrícola e industrial na última safra.

Na safra 2013/14 a Tonon Bioenergia expandiu seu negócio e registrou um prejuízo líquido de R$ 175,4 milhões no exercício encerrado em 31 de março. Na safra anterior, quando possuía uma usina a menos, a perda foi de R$ 14,2 milhões.

Desde maio de 2013, quando adquiriu a Paraíso Bioenergia, a companhia comanda três unidades de produção com capacidade de moagem de 8,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Na safra 2013/14 as usinas aumentaram em 8% a moagem, alcançando 7,6 milhões de toneladas processadas.

A receita líquida (Proforma) das usinas sofreu queda de 1,8% e fechou em R$ 816,4 milhões. Se considerada a contribuição da Paraíso somente a partir de maio, a receita da Tonon foi de R$ 804,6 milhões, crescimento de 38,3% ante os R$ 594,1 milhões auferidos na safra anterior com as unidades de Santa Cândida e Vista Alegre.

A maior contribuição na receita veio das exportações, especialmente de açúcar, que totalizaram R$ 495,7 milhões. As vendas no mercado interno foram de R$ 320,7 milhões.

O lucro bruto proforma reduziu 3%, para R$ 175,4 milhões e a margem bruta caiu de 22% para 21%. Ainda considerando integralmente a Paraíso, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve crescimento de 5,7% na comparação entre safras, para R$ 407,8 milhões. A margem Ebitda cresceu quatro pontos percentuais, de 46% para 50%.

A dívida líquida foi agravada em 30,6%, indo de RS 871 milhões para R$ 1,1 bilhão. A alavancagem da companhia, relação entre dívida líquida e Ebitda, aumentou de 2,3x para 3,1x. Segundo a Tonon o endividamento cresceu devido ao impacto da variação cambial e dos juros acumulados.

No entanto, a companhia conseguiu reduzir em quase 70% sua dívida no curto prazo, que passou de R$ 320,1 milhões para R$ 97,2 milhões. Já no longo prazo, a maior parte da amortização deve ocorrer no primeiro e quarto trimestre de 2020, nos valores de R$ 506 e R$ 656 milhões, respectivamente.

Os investimentos de expansão na safra atual têm previsão, sob revisão da companhia, de R$ 109 milhões, dos quais R$ 77 milhões na área industrial e R$ 32 milhões no plantio.

Desempenho industrial e agrícola
Com a moagem de 7,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, a área plantada das três unidades teve evolução de 4%, totalizando 103 mil hectares.

A qualidade da matéria-prima permaneceu inalterada entre as safras 2012/13 e 2013/14, com ATR de 140 kg/ton. A produtividade média, de 78,33 toneladas por hectare, também foi idêntica ao ciclo anterior. A Santa Cândida (SP) foi a unidade com melhor desempenho agrícola e alcançou 85 toneladas por hectare, compensando a produtividade da Vista Alegre que caiu a apenas 70 toneladas por hectare, impactada pela geada no Mato Grosso do Sul.

A produção de adoçante encolheu 5,8% para 466 milhões de toneladas de açúcar, com um mix industrial de 53% para a fabricação da commodity. A produção de etanol totalizou 273 milhões de litros.

Amanda SchArr – NovaCana
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