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Tonon contrata Blackstone e Davis Polk para ajudar na reestruturação da dívida

Tonon usina Unidade-Paraiso 180814A Tonon tem cerca de R$ 250 milhões em dívidas de curto prazo com 11 bancos

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Após agentes de mercado sinalizarem que a Tonon Bioenergia esperava um desconto de até 75% no valor de face da dívida para evitar um calote, a sucroalcooleira volta novamente aos holofotes da imprensa internacional.

Após agentes de mercado sinalizarem que a Tonon Bioenergia esperava um desconto de até 75% no valor de face da dívida para evitar um calote, a sucroalcooleira volta novamente aos holofotes da imprensa internacional.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, a empresa teria contratado a firma de investimentos Blackstone, especializada em aquisições, para auxiliar a usina em uma possível reestruturação da dívida.

A empresa também teria fechado um acordo com a Davis Polk & Wardwell LLP, de Nova York, para atuar como sua assessora jurídica nas negociações com os detentores de bonds com e sem garantia, disse uma das duas fontes citadas pela Bloomberg.

A reestruturação poderá dar um novo fôlego à Tonon, e há pelo menos um investidor em conversas avançadas com a empresa, afirmou uma das fontes. A Tonon tem cerca de R$ 250 milhões em dívidas de curto prazo com 11 bancos, além de débitos da ordem de US$ 530 milhões (R$ 1,5 bilhão) em bonds internacionais.

Procurado, o porta-voz da Blackstone, Peter Rose, recusou comentar o assunto. O diretor de relações com investidores da Tonon, Marcelo Miyake, e Susan Peters, representante da Davis Polk, não responderam a e-mails e telefonemas da agência buscando comentários.

As notas da Tonon, sem garantia, de U$ 300 milhões, com vencimento em 2020, sofreram uma desvalorização de mais de 80% desde o pico de julho passado e foram negociadas na última quinta-feira (15) a cerca de US$ 0,13, queda de 3%.

Corte no rating

A nota de crédito da Tonon foi rebaixada na quarta-feira pela agência de classificação de riscos Fitch Ratings para ‘CCC’, sete graus abaixo do nível de investimento. A Fitch mostrou preocupação com a posição da liquidez de curto prazo da empresa com sede em Bocaína (SP) e com o escalonamento dos riscos de refinanciamento em função de sua inabilidade em gerar fluxo de caixa livre positivo.

“A Tonon tem encontrado dificuldade para rolar o vencimento de suas obrigações [financeiras] com novos empréstimos de longo prazo a medida em que a atividade de financiamento dos bancos no setor tem sido focada em empréstimos de curto-prazo”, disse o analista da agência, Claudio Miori, em relatório.

O setor está cambaleando depois que a forte queda nos preços internacionais do açúcar, a pior seca em décadas e o controle sobre o preço da gasolina no Brasil prejudicou a habilidade dos produtores em cumprir com suas obrigações financeiras.

Desde 2011, 47 usinas de açúcar e etanol fecharam e outras 70 estão em recuperação judicial, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, a Unica.

O rebaixamento da Tonon ocorre depois do calote do Grupo Virgolino de Oliveira em janeiro e da Aralco em março de 2014.

Tradução e adaptação NovaCana
Fonte: Bloomberg

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