Na comparação com o mesmo período da safra passada a perda foi 70% menor, já o endividamento aumentou e alavancagem é de 3 vezesA Tonon Bioenergia, sucroalcooleira com três unidades produtoras e sede em Bocaína (SP), encerrou o primeiro trimestre da safra 2014/15 com um prejuízo de R$ 29,6 milhões. O resultado negativo foi atenuado em 70% comparada à perda de R$ 99,5 milhões registrada em igual trimestre da temporada 2013/14.
A Tonon adotou a mesma estratégia de outros pares como Raizen, Biosev e São Martinho, segurando estoques à espera de melhores preços para o açúcar e etanol.
Veja a seguir os destaques dos primeiros três meses da safra em relação a produtividade obtida pelas usinas, preço médio de venda do etanol, moagem, evolução das dívidas.
A Tonon Bioenergia, sucroalcooleira com três unidades produtoras e sede em Bocaína (SP), encerrou o primeiro trimestre da safra 2014/15 com um prejuízo de R$ 29,6 milhões. O resultado negativo foi atenuado em 70% comparada à perda de R$ 99,5 milhões registrada em igual trimestre da temporada 2013/14. O demonstrativo da companhia foi apresentado na sexta-feira (15) após o fechamento do mercado.
A Tonon adotou a mesma estratégia de outros pares como Raizen, Biosev e São Martinho, segurando estoques à espera de melhores preços para o açúcar e etanol. A iniciativa resultou em faturamento menor, apesar do aumento da moagem em relação a igual período de 2013.
Ao final de junho, o valor dos estoques (mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido) de etanol e açúcar era 278% maior do que registrado no mesmo período de 2013. O estoque de açúcar alcançou R$ 36,7 milhões, quase cinco vezes o valor estocado em igual trimestre do ano passado, de R$ 7,4 milhões. O etanol armazenado foi avaliado em R$ 76,9 milhões, mais de três vezes o valor de R$ 20,3 milhões registrado anteriormente.
O Ebitda (resultado operacional antes do pagamento de juros, impostos e amortizações) sofreu uma pequena redução para R$ 101,1 milhões, ante o resultado de R$ 102,6 milhões no mesmo trimestre da temporada anterior. No entanto, houve um aumento de 42,3% para 47,7% na margem Ebitda. Conforme a companhia, a evolução da margem reflete o aumento de 16% na cana moída combinada com uma estrutura de custos mais baixos, devido à melhoria na unidade Paraíso, em Brotas (SP).
No primeiro trimestre da safra, a receita líquida foi de R$ 211,8 milhões, 8,2% inferior aos R$ 230,6 milhões auferidos no mesmo período do ano passado. No entanto, o lucro bruto teve um incremento de 16,6%, passando de R$ 28,3 milhões para R$ 33 milhões, o que proporcionou uma elevação de três pontos percentuais na margem bruta, para 15,6%.
De abril a junho as três usinas do grupo – duas em São Paulo e uma no Mato Grosso do Sul – processaram 2,6 milhões de toneladas, crescimento de 16,4% ante o ciclo anterior. Ainda na comparação entre trimestres, o mix mais alcooleiro fez a produção de etanol aumentar 19,7%, para 98,7 milhões de litros, enquanto o volume de açúcar fabricado caiu 2,5%, para 136 milhões de toneladas.
Como atenuante de sua condição de endividamento, a companhia destacou que, "considerando caixa e equivalentes, os estoques de produtos acabados e contas a receber", possui alta liquidez, de mais de 1,5x o montante da dívida de curto prazo.
Os preços médios para o etanol apresentaram crescimento, o que elevou as vendas de hidratado em 66%, para 52,5 milhões de litros, com preço de R$ 1.218/m³. Já a comercialização de anidro, a R$ 1.474/m³, reduziu para 34,9 milhões de litros, queda de 18%.
Com a expansão do plantio nas usinas Santa Cândida e Paraíso, na comparação entre trimestres, a área cultivada passou de 99 para 103 mil hectares. O nível de mecanização da Tonon já está acima de 93%, índice próximo da meta de 95%.
Amanda SchArr – NovaCana
A Tonon adotou a mesma estratégia de outros pares como Raizen, Biosev e São Martinho, segurando estoques à espera de melhores preços para o açúcar e etanol.
Veja a seguir os destaques dos primeiros três meses da safra em relação a produtividade obtida pelas usinas, preço médio de venda do etanol, moagem, evolução das dívidas.
A Tonon Bioenergia, sucroalcooleira com três unidades produtoras e sede em Bocaína (SP), encerrou o primeiro trimestre da safra 2014/15 com um prejuízo de R$ 29,6 milhões. O resultado negativo foi atenuado em 70% comparada à perda de R$ 99,5 milhões registrada em igual trimestre da temporada 2013/14. O demonstrativo da companhia foi apresentado na sexta-feira (15) após o fechamento do mercado.
A Tonon adotou a mesma estratégia de outros pares como Raizen, Biosev e São Martinho, segurando estoques à espera de melhores preços para o açúcar e etanol. A iniciativa resultou em faturamento menor, apesar do aumento da moagem em relação a igual período de 2013.
Ao final de junho, o valor dos estoques (mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido) de etanol e açúcar era 278% maior do que registrado no mesmo período de 2013. O estoque de açúcar alcançou R$ 36,7 milhões, quase cinco vezes o valor estocado em igual trimestre do ano passado, de R$ 7,4 milhões. O etanol armazenado foi avaliado em R$ 76,9 milhões, mais de três vezes o valor de R$ 20,3 milhões registrado anteriormente.
O Ebitda (resultado operacional antes do pagamento de juros, impostos e amortizações) sofreu uma pequena redução para R$ 101,1 milhões, ante o resultado de R$ 102,6 milhões no mesmo trimestre da temporada anterior. No entanto, houve um aumento de 42,3% para 47,7% na margem Ebitda. Conforme a companhia, a evolução da margem reflete o aumento de 16% na cana moída combinada com uma estrutura de custos mais baixos, devido à melhoria na unidade Paraíso, em Brotas (SP).
No primeiro trimestre da safra, a receita líquida foi de R$ 211,8 milhões, 8,2% inferior aos R$ 230,6 milhões auferidos no mesmo período do ano passado. No entanto, o lucro bruto teve um incremento de 16,6%, passando de R$ 28,3 milhões para R$ 33 milhões, o que proporcionou uma elevação de três pontos percentuais na margem bruta, para 15,6%.
De abril a junho as três usinas do grupo – duas em São Paulo e uma no Mato Grosso do Sul – processaram 2,6 milhões de toneladas, crescimento de 16,4% ante o ciclo anterior. Ainda na comparação entre trimestres, o mix mais alcooleiro fez a produção de etanol aumentar 19,7%, para 98,7 milhões de litros, enquanto o volume de açúcar fabricado caiu 2,5%, para 136 milhões de toneladas.
Endividamento
A dívida líquida aumentou 11,7% em comparação ao mesmo trimestre de 2013, para R$ 1,23 bilhão, dos quais R$ 162 milhões estão no curto prazo. A dívida líquida é equivalente a 3 vezes o Ebitda, ante as 2,8 vezes registradas no mesmo trimestre da safra 2013/14.Como atenuante de sua condição de endividamento, a companhia destacou que, "considerando caixa e equivalentes, os estoques de produtos acabados e contas a receber", possui alta liquidez, de mais de 1,5x o montante da dívida de curto prazo.
Vendas
Com o preço médio do açúcar a US$ 17,27 a libra-peso, substancialmente menor que os US$ 19,72 obtidos no primeiro trimestre do ciclo anterior, as vendas da commodity foram reduzidas em 30%, para 101,2 milhões de toneladas.Os preços médios para o etanol apresentaram crescimento, o que elevou as vendas de hidratado em 66%, para 52,5 milhões de litros, com preço de R$ 1.218/m³. Já a comercialização de anidro, a R$ 1.474/m³, reduziu para 34,9 milhões de litros, queda de 18%.
Performance agrícola e industrial
Atingidas pela seca nos primeiros três meses da safra 2014/15, a produtividade dos canaviais das três usinas recuou em relação à temporada passada. Os rendimentos agrícolas das unidades de Santa Cândida, Vista Alegre e Paraíso passaram, respectivamente, de 91 para 74 ton/hec; de 80 para 70 ton/hec; de 84 para 66 ton/hec.Com a expansão do plantio nas usinas Santa Cândida e Paraíso, na comparação entre trimestres, a área cultivada passou de 99 para 103 mil hectares. O nível de mecanização da Tonon já está acima de 93%, índice próximo da meta de 95%.
Amanda SchArr – NovaCana