O açúcar não é a principal opção os usineiros brasileiros desde o final da safra 2012/13. Para esta safra a produção da commodity será ainda mais afetada em razão do preço melhor do etanol, da grande quantidade de chuvas no Centro-Sul e a baixa concentração de ATR na matéria-prima. A expectativa é que o volume de açúcar desta temporada fique aquém dos registrados em 2014/15.
Ao mesmo tempo, a possibilidade de um déficit na produção mundial, já que a Índia e outros países produtores também devem ser afetados pelo El Niño, fez com que os preços dos futuros se recuperassem, inclusive superando a marca de 15 cents por libra-peso. Essa é uma oportunidade para os usineiros dos principais estados produtores de açúcar VHP (Very High Polarization), a versão mais pura do produto e que, normalmente, é direcionada para a exportação.
O perfil exportador nacional fica claro quando se percebe que 68,2% de todo o açúcar produzido no centro-sul, até outubro, é VHP. No entanto, a diversidade de tipos de açúcar da fração restante, de pouco mais de 30%, engloba sete qualidades diferentes, produzidas em maior e menor quantidade.
Na sequência, uma série de gráficos apresenta os oito tipos de açúcar produzidos na região e o detalhamento da produção açucareira – por classificação do produto – em cada um dos estados do centro-sul durante a safra 2015/16.
Os número inéditos desta safra (até o final de outubro) revelam, além do volume produzido, os diferentes perfis de produção dos estados de acordo com os tipos de açúcar produzidos.
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