Açúcar: Exportação

Açúcar: Exportação

Timbro projeta exportar 40% mais açúcar em 2024 e inicia negócios com etanol


Reuters - Publicado: 23 Abr 2024 - 15:53 | Atualizado: 24 Abr 2024 - 07:15

A Timbro, plataforma brasileira de comércio internacional, prevê aumentar em mais de 40% suas exportações de açúcar em 2024, para 2 milhões de toneladas, à medida que mantém o forte crescimento neste mercado visto nos últimos anos e amplia sua atuação para a comercialização de etanol, disse um executivo da companhia à Reuters.

Considerada a maior trading de açúcar do Brasil com capital nacional, sem considerar as empresas que contam com ativos de produção, a Timbro exportou 1,4 milhão de toneladas de açúcar em 2023, alta de 75% ante 2022.

Com 13 anos de atuação, a companhia fundada por Jorge Guinle e Bruno Russo já origina açúcar junto a cerca de 35 usinas do Brasil, incluindo dos maiores grupos do país, e projeta comercializar 50 milhões de litros de etanol no primeiro ano de operação com o biocombustível.

“O etanol acaba sendo uma forma para a gente ser mais flexível com as usinas, para mitigação de risco do negócio. Se ela não entregar açúcar, ela pode entregar etanol”, explicou o diretor de açúcar e etanol da Timbro, Pietro Costantino, destacando que esta flexibilidade na prestação de serviços é um dos diferenciais da companhia.

Na negociação de açúcar, a Timbro passou de uma exportação de cerca de 50 mil toneladas ao ano em 2018, quando Costantino chegou para reestruturar a mesa da commodity na empresa, para mais de 1 milhão no ano passado.

“A ideia é ser uma plataforma de soluções para as usinas, a usina vai poder me vender ATR (Açúcar Total Recuperável), o produto que ela preferir lá na frente (açúcar ou etanol) com base no que fizer mais sentido”, disse o executivo, que já passou por empresas como Adecoagro e Sucden.

No ano passado, a área de açúcar foi responsável por cerca de R$ 4 bilhões de faturamento, versus R$ 12,5 bilhões de todos os negócios da empresa. “Este ano, devemos alcançar R$ 6 bilhões de faturamento entre açúcar e etanol”, ressaltou.

A Timbro atua também na importação de produtos variados – de aeronaves executivas, aço até produtos lácteos –, além da exportação de ferro gusa e minérios de manganês e de ferro.

A companhia projeta se tornar também relevante no mercado de etanol, de olho no crescimento do consumo da Índia, que tem ampliado a mistura do produto na gasolina, e nas oportunidades geradas pelo combustível sustentável de aviação (SAF), que pode ser fabricado a partir do biocombustível. “O SAF é um caminho que deve se fortalecer, vejo o Brasil como grande supridor desse mercado em médio e longo prazos”, afirma o executivo.

A entrada da plataforma no mercado de etanol aconteceu após a companhia receber a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Dos 380 funcionários da empresa, 40 devem trabalhar focados em açúcar e etanol.

Roberto Samora