Estudo publicado esta semana pelo World Resources Institute (WRI), um proeminente think tank ambiental norte-americano, pediu aos governos que reconsiderem o apoio aos biocombustíveis. O trabalho ganhou destaque nas páginas do The New York Times.
Polêmica, a pesquisa faz duras críticas à “limitada” capacidade dos renováveis - entre eles, o etanol brasileiro produzido a partir da cana-de-açúcar - de suprir a demanda mundial de combustíveis e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
Com o apoio financeiro de instituições e governos como o Ministério de Relações Exteriores da Noruega, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Banco Mundial, o estudo de 44 páginas reduz a quase zero a conhecida contribuição dos biocombustíveis para o meio ambiente, uma bandeira amplamente defendida pelo setor de etanol no Brasil.
Tanto na entrevista concedida ao mais importante jornal do mundo, quanto no estudo publicado esta semana, pesquisador da Universidade de Princeton tenta desmistificar a ideia de que os biocombustíveis, incluindo o etanol de cana-de-açúcar, contribuem para a redução na emissão de dióxido de carbono (CO2).
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