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Térmica da usina Santa Lydia vai a leilão

usina santalydia 040913Desativada na década de 90, antiga fábrica de açúcar e de etanol foi das maiores de Ribeirão Preto
A Cidade 3 min de leitura
infografico usinasantalydia 040913A unidade de cogeração de energia da usina Santa Lydia, em Ribeirão Preto será leiloada no próximo mês.

Parte do prédio da antiga usina, onde funciona a térmica da Produtora Independente de Energia de Ribeirão Preto (Pierp), tem lance de R$ 20 milhões.

A Pierp, do grupo J. Malucelli Energia, arrendou a área com equipamentos por R$ 12,6 milhões em 2007. A capacidade de produção de energia é de 30 megawatt hora (MW/h) e o faturamento da empresa chegou a R$ 40 milhões por ano. O contrato de arrendamento iria até 2023.

Segundo o advogado Fernando Correa da Silva Filho, dependendo de como o contrato de arrendamento foi firmado, não há impedimento para o leilão.

"Não tem como saber as causas, ou o leilão foi uma determinação judicial, por conta ainda de dívidas da Santa Lydia, ou está sendo feito pela Pierp mesmo."

Pierp
Procurada nesta terça-feira (3) pelo A Cidade, a Pierp afirmou somente que o leilão não foi uma determinação judicial.
Mas, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa, outros detalhes das negociações ainda não poderiam ser divulgados.

O leilão será realizado no dia 10 de outubro por uma empresa especializada em leilões corporativos de São Paulo.

Até esta terça, o site da empresa com as informações sobre o leilão havia recebido 2,5 mil visitas.
Usinas

A usina Santa Lydia era uma das duas unidades produtoras de açúcar e álcool de Ribeirão, a outra era a também desativada Galo Bravo. As duas usinas sofreram com problemas judiciais por conta de dívidas e tiveram de suspender a operação.

Usina ajudou a gerar tecnologia para o setor
Enquanto produtora de eletricidade a partir do bagaço da cana, com o nome de Pierp, a Santa Lydia manteve em vigor a fama nacional de capital do açúcar e de etanol de Ribeirão Preto.

A produção de eletricidade foi até em meados de abril útlimo.
Na prática, a usina deixou de funcionar na década de 90, assim como a quase vizinha Galo Bravo foi desativada em 2011.

Ribeirão, no entanto, mantém o título açucareiro porque hospeda escritórios de alguns dos principais grupos do setor sucroenergético, como o Andrade e a Maubisa, além de sediar a regional da Unica, que representa as principais usinas da região centro-sul, e da ribeirão-pretana Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

A Santa Lydia marcou época por ajudar a deter e criar tecnologia.

Luiz Antonio Ribeiro Pinto, filho do criador da usina, Arnaldo, criou no começo da década de 60 a fabricante de implementos para o setor Santal. Essa empresa foi apenas uma prova do peso da Santa Lydia (Delcy Mac Cruz).

Raissa Scheffer
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