Cogeração de energia

Cogeração de energia

Termelétrica da Cerradinho em Maracaju (MS) será 22% menor que o projetado

A pedido da companhia, Aneel reduziu a outorga da unidade, que ainda está em construção; usina do grupo no município já está autorizada a produzir etanol


NovaCana - Publicado: 18 Jan 2024 - 15:17 | Atualizado: 19 Jan 2024 - 22:01

Errata (18/01, às 22h): A unidade correta da potência da termelétrica é megawatts (MW) e não gigawatts (GW), como publicado originalmente. O texto abaixo foi alterado.

Desde o final de dezembro, a Neomille, empresa subsidiária da Cerradinho Bioenergia, está autorizada a produzir etanol de milho em Maracaju (MS). Segundo a companhia, a unidade deve disponibilizar ao mercado, anualmente, 51 GWh de energia elétrica.

A potência instalada na unidade termelétrica (UTE), entretanto, é menor do que a inicialmente projetada. Um despacho da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicado em 22 de dezembro traz uma redução na outorga da planta, que pretende utilizar resíduos florestais como matéria-prima.

Segundo o documento, a UTE possui duas unidades geradoras. A princípio, cada uma deveria ter uma potência de 25 MW, valor que foi diminuído para 19,5 MW – com isso, o total caiu 22%, de 50 MW para 39 MW. Além disso, a potência líquida declarada passou de 40 MW para 18,75 MW, uma retração de 53,1%.

Em nota enviada ao NovaCana, a Cerradinho relata que a diminuição aconteceu a pedido da própria companhia. “A redução da potência instalada de geração de energia da nova unidade da Neomille em Maracaju (MS) foi solicitada pela Cerradinho Bionergia (empresa controladora), para adequação da necessidade da nova planta”, afirma.

Ainda segundo a empresa, a potência de 39 MW é “suficiente para manter a unidade operando e ainda ofertar ao mercado 51 GWh, conforme já divulgado”. A Cerradinho também reforça que esta oferta de energia projetada é referente à primeira fase da usina.

De acordo com planilha de acompanhamento da Aneel atualizada nesta quinta-feira, 18, a UTE está em construção e, portanto, ainda não está comercializando eletricidade.

Renata Bossle – NovaCana