Dívida que venceria neste mês foi substituída por nova, com prazo adicional de dois anos
A Tereos Internacional – controladora da Guarani, com nove usinas – anunciou aprovação de empréstimo externo no valor de US$ 110 milhões. O crédito representa substituição de dívida tomada pelo grupo de origem francesa com o banco holandês Rabobank. Veja a seguir mais detalhes da operação e as declarações da empresa.
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Na semana passada a empresa precisou dar explicações à BM&FBovespa sobre a grande valorização sofrida por suas ações no pregão. Em um período de 10 dias, o valor do papel passou de R$ 0,24 para 0,85. Após uma leve queda nos dias seguintes, as ações subiram novamente e atingiram máxima de R$ 0,91 no último dia 14.
As explicações da Tereos envolvem o mercado de açúcar e etanol brasileiro, veja abaixo.
A Tereos Internacional – controladora da Guarani, com nove usinas – anunciou aprovação de empréstimo externo no valor de US$ 110 milhões. O crédito representa substituição de dívida tomada pelo grupo de origem francesa com o banco holandês Rabobank.
A operação foi aprovada por unanimidade pelos membros do conselho administrativo na última terça-feira (15). De acordo com a ata divulgada no site da companhia, a transação será realizada pela Coöperatieve Centrale Raiffeisen-Boerenleenbank B.A., banco holandês representado por meio de sua filial Rabobank Paris.
Segundo o diretor de Relações com Investidores da Tereos Internacional, Marcus Thieme, a negociação busca uma reestruturação de dívidas e foi realizada no momento certo.
“Não tem dívida nova e não é dinheiro novo que está entrando, é apenas uma rolagem de um financiamento que já possuíamos”, afirmou.
O contrato anterior, realizado em Euros, previa um montante de € 80 milhões. A mudança para o novo valor gera um acréscimo de cerca de US$ 25 milhões no financiamento, além da extensão de dois anos no prazo anteriormente definido, passando de setembro/2015 para setembro/2017. Por se tratar de uma negociação stand-alone, não há garantias por parte da Tereos.
O diretor disse ainda que o modelo adotado, o de revolving facility agreement – crédito rotativo, em português –, permite flexibilidade na utilização do fundo. Os termos do empréstimo especificam que a Tereos tem liberdade de retirar dinheiro quando necessário e nos intervalos de tempo desejados. Na teoria, o montante disponível diminui a cada retirada e aumenta a cada pagamento.
Ações disparam na bolsa
Na semana passada a empresa precisou dar explicações à BM&FBovespa sobre a grande valorização sofrida por suas ações no pregão. Em um período de 10 dias, o valor do papel passou de R$ 0,24 para 0,85. Após uma leve queda nos dias seguintes, as ações subiram novamente e atingiram máxima de R$ 0,91 no último dia 14. No pregão de ontem, os títulos fecharam cotados a R$ 0,64.
Informações da companhia dizem que o mercado não recebeu informações que justifiquem o aumento na quantidade de ações e no volume de negócios, mas atribui a valorização a duas notícias positivas para o setor: expectativa do mercado sobre o possível aumento da Cide e o aumento do preço do açúcar, que encerrou o pregão do dia 3 de setembro na Bolsa de Nova Iorque com forte alta.
R$ 5,3 bi em dívidas
A operação reduz o peso dos vencimentos no curto prazo que, em 30 de junho, eram de R$ 2,2 bilhões, enquanto a dívida líquida da companhia, incluídos vencimentos de longo prazo, somava R$ 5,3 bilhões.
Abaixo o detalhamento da dívida e a distribuição dos vencimentos, conforme o relatório referente ao primeiro trimestre da safra 2015/16. Clique para ampliar:
No primeiro trimestre, a companhia teve um prejuízo líquido de R$ 141 milhões e receitas líquidas de R$ 1,95 bilhão. Considerando apenas o segmento de cana, a perda foi de R$ 77 milhões.
Jorge Mariano – NovaCana
