
O vice-presidente da República, Michel Temer, disse que ainda 'não há conclusões' a respeito do retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina.
'Há apenas estudos, mas não há decisões', disse nesta segunda-feira, 4, em rápida entrevista a jornalistas ao chegar ao 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em São Paulo.
A Cide, que incidia sobre a importação e a comercialização de petróleo e derivados, gás natural e álcool etílico combustível, foi zerada pelo governo federal em 2012 como forma de compensar o reajuste nos preços da gasolina e do diesel em junho daquele ano. A intenção era evitar que a alta chegasse até o bolso do consumidor.
A Cide zerada, contudo, é uma das principais críticas do setor sucroalcooleiro ao governo, com a alegação de que a isenção tira a competitividade do etanol.
Críticas do agronegócio
O vice-presidente da República disse ainda que o agronegócio tem sido "prestigiado" pelo governo federal com diversos tipos de incentivos.
"O agronegócio tem sido prestigiado pelo governo em diversas políticas e pretendemos convencer o setor disso", disse Temer, quando questionado sobre o motivo do governo estar recebendo críticas por parte de entidades do setor.
Defendendo a política do governo, Temer destacou a liberação de financiamentos e a renegociação de dívidas dos produtores rurais e desonerações tributárias.
"Tem havido subsídios e tem havido um grande incremento muito grande da produção por força da atuação conjugada da iniciativa privada, do agronegócio e do governo", analisou o vice-presidente da República.
Com informações adicionais do Globo Rural