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Com tecnologia de ponta, setor de etanol pode registrar emissões negativas de carbono

Segundo professor da USP, sucroenergéticas podem ir além do “net zero”


NovaCana - Publicado: 09 Nov 2023 - 09:54

Mesmo em um cenário de eletrificação do transporte, as usinas de cana-de-açúcar devem continuar a atuar com biocombustíveis. Segundo o professor Julio Romano Meneghini, da Universidade de São Paulo (USP), as oportunidades estão nos “combustíveis verdes do futuro”, como hidrogênio, metanol e amônia.

“Nós estamos montando um grande polo de hidrogênio sustentável e combustíveis do futuro, que eu espero que seja sediado na USP e tenha em outras universidades”, anuncia ele, durante apresentação na 23ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol.

“O ministro [da Fazenda] Fernando Haddad se comprometeu com um investimento por volta de R$ 1 bilhão, nos próximos cinco anos, para que nós tenhamos o hidrogênio do poço à roda, no valor de R$ 8 o quilo até 2028. É uma meta que estamos colocando”, complementa o professor, que atua como diretor científico do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI).

Para as sucroenergéticas, Meneghini afirma que o alcance a novos mercados pode ser ampliado com uma maior descarbonização do setor. Segundo ele, a adoção de tecnologias de ponta pode ajudar a eliminar o diesel do processo de produção, reduzindo uma parte substancial das emissões de carbono.

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