Os futuros de açúcar demerara iniciam a semana sustentados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O rompimento da resistência de 15 cents por libra-peso na sexta-feira deixou a tendência construtiva para os contratos, que se recuperaram totalmente das perdas e agora acumulam valorização de 1,61% em 2016.
O suporte às cotações vem da perspectiva de uma safra menor na Tailândia, com queda de 1 milhão de toneladas na produção de açúcar. Além disso, há o avanço do petróleo, sinais de fortalecimento da demanda na União Europeia (UE) e o câmbio no Brasil. Na sexta, o dólar encerrou em R$ 3,5945 (-0,67%), resultando em depreciação de 4,6% apenas na semana passada.
Já o clima no Centro-Sul do País, que deu impulso aos contratos nas últimas semanas, deve ter pouco impacto sobre o mercado nos próximos dias. De acordo com a Climatempo, as precipitações no Estado de São Paulo reduzem-se entre 14 e 18 de março, com volumes abaixo de 30 mm e concentrados no norte do Estado. As chuvas, porém, devem voltar já no fim de semana, com acumulados previstos de até 100 mm.
Na sexta-feira, maio avançou 31 pontos (2,09%) e terminou em 15,13 cents/lb, com máxima no dia de 15,34 cents/lb (mais 52 pontos) e mínima de 14,85 cents/lb (mais 3 pontos). Julho subiu 27 pontos (1,83%) e encerrou em 15,06 cents/lb. Na semana, acumularam valorizações de 1,33% (mais 20 pontos) e de 2,44% (mais 26 pontos), respectivamente.
O spread maio/julho variou de 13 para 7 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.
A movimentação jogou o suporte inicial para os psicológicos 15 cents por libra-peso. Para cima, a resistência está em 15,27 cents/lb, justamente a máxima da semana passada.



E pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos elevaram o saldo comprado em açúcar em 50.333 lotes na semana encerrada em 8 de março. A posição passou de 52.241 para 102.574 lotes.
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a sexta-feira em R$ 77,78/saca, baixa de 0,65%. Em dólar, ficou em US$ 21,59 (+0,42%).
