Em evento realizado pelo grupo Idea, a consultoria apresentou projeções de custos e preços para a safra 2021/22
A Sucrotec, empresa especializada na assessoria e consultoria financeira para o setor sucroenergético, apresentou uma atualização dos custos de produção para o final da safra 2021/22 de cana-de-açúcar e algumas perspectivas para a próxima temporada. As informações foram divulgadas em evento realizado pelo grupo Idea, no último dia 8.
Mesmo com a maioria das usinas já no período de entressafra, a consultoria afirma que é possível fazer uma estimativa do que pode acontecer até o final do ciclo, em março do próximo ano.
“Queremos medir qual o custo para produzir cana-de-açúcar, desde o plantio até a colheita, industrializar e administrar, já tirando o imposto de renda”, explica o sócio da Sucrotec, Francisco Oscar Fernandes.
Ele também aponta que, nas últimas dez safras, a maior parcela dos custos de produção, cerca de 40%, foi referente à parte agrícola que envolve o trato e a colheita da cana. Em seguida, vem a cana comprada de fornecedores, que representou 25% dos gastos dos produtores entre 2011/12 e 2021/22.
Na safra corrente, segundo projeção da Sucrotec, os custos de produção tendem a se manter próximos à média histórica. Fernandes explica que a participação da cana de fornecedores deve aumentar, passando a representar 28% das despesas, assim como os gastos com arrendamentos. Ele destaca que os dispêndios cresceram juntamente com o preço dos açúcares totais recuperáveis (ATR).
O sócio da Sucrotec também aponta que muitos preços aumentaram, ainda que “alguns itens tenham ganhado mais espaço frente a outros”. A mão de obra, por exemplo, conta com reajustes anuais, e os insumos agrícolas são diretamente corrigidos pela inflação. Ainda segundo ele, somente os adubos tiveram aumentos de quase 300% considerando a média histórica.
Confira, na versão completa, detalhes e gráficos sobre os custos de produção para o ciclo vigente e o próximo.
A Sucrotec, empresa especializada na assessoria e consultoria financeira para o setor sucroenergético, apresentou uma atualização dos custos de produção para o final da safra 2021/22 de cana-de-açúcar e algumas perspectivas para a próxima temporada. As informações foram divulgadas em evento realizado pelo grupo Idea, no último dia 8.
Mesmo com a maioria das usinas já no período de entressafra, a consultoria afirma que é possível fazer uma estimativa do que pode acontecer até o final do ciclo, em março do próximo ano.
“Queremos medir qual o custo para produzir cana-de-açúcar, desde o plantio até a colheita, industrializar e administrar, já tirando o imposto de renda”, explica o sócio da Sucrotec, Francisco Oscar Fernandes.
Ele também aponta que, nas últimas dez safras, a maior parcela dos custos de produção, cerca de 40%, foi referente à parte agrícola que envolve o trato e a colheita da cana. Em seguida, vem a cana comprada de fornecedores, que representou cerca de 25% dos gastos dos produtores entre 2011/12 e 2021/22.

Na safra corrente, segundo projeção da Sucrotec, os custos de produção tendem a se manter próximos à média histórica. Fernandes explica que a participação da cana de fornecedores deve aumentar, passando a representar 28% das despesas, assim como os gastos com arrendamentos. Ele destaca que os dispêndios cresceram juntamente com o preço dos açúcares totais recuperáveis (ATR).
O sócio da Sucrotec também aponta que muitos preços aumentaram, ainda que “alguns itens tenham ganhado mais espaço frente a outros”. A mão de obra, por exemplo, conta com reajustes anuais, e os insumos agrícolas são diretamente corrigidos pela inflação. Ainda segundo ele, somente os adubos tiveram aumentos de quase 300% considerando a média histórica.
Evolução dos custos de produção
A Sucrotec projeta que o custo total da safra 2021/22, com valores corrigidos pela inflação, tenha uma elevação de 23% em relação à 2020/21. O instituto também considerou a redução de 12% na moagem de cana, uma queda de 13% no rendimento agrícola e de 13% de açúcares totais recuperáveis (ATR), que são fatores que influenciam diretamente nos gastos das usinas.
Além disso, Fernandes explica que os demais custos para produção do açúcar e etanol subiram 15% acima da inflação. Os maiores gastos, de acordo com ele, foram relacionados a compra de cana de fornecedores (+30%) e o custo total do rendimento agrícola (+18%).
A Sucrotec também definiu o custo operacional e de plantio na média das últimas dez safras e uma projeção para março do próximo ano.

De acordo com as perspectivas do instituto, os produtores pagarão R$ 241,92 por tonelada de cana moída ao fim da safra 2021/22. O total é cerca de 17,83% acima da média dos últimos dez ciclos, acompanhados pela Sucrotec.
Rentabilidade
Fernandes ressalta que a produção apresentou valores históricos nesta safra. O custo de produção e o preço de venda aumentaram mais de 50% entre os dois últimos ciclos, chegando a por saca de 50 quilos, respectivamente.
Na temporada passada, a mesma quantidade de adoçante por saca, aponta a Sucrotec.
“Ao longo dos anos, a indústria sucroenergética tem enfrentado períodos seguidos de baixa rentabilidade. Nestas últimas três safras, está tendo um resultado mais positivo”, indica Fernandes. Ele ainda completa que, por mais que o preço de venda esteja alto, os custos acompanharam esse crescimento, dando pouca margem aos produtores e às usinas.
Ele também explica que o câmbio teve papel importante nesta alta de preços, uma vez que dólar passou de menos de R$ 2 em 2011 para perto de R$ 5,60 . Os valores do açúcar em Nova York já se encontram próximos de 20 centavos por libra-peso, um montante visto pela última vez em 2016. “Nós estamos em um ciclo de alta, mas muito mais por conta da depreciação do real”, afirma Fernandes.
Além disso, a inflação também tem um papel importante nos custos de produção da cana-de-açúcar. Fernandes alerta para que os produtores acompanhem a inflação, a fim de que os números médios não fiquem distorcidos.
Os preços de açúcar e etanol
Segundo a estimativa da Sucrotec, o preço do açúcar e do etanol podem ficar até 54% acima do ciclo passado.
No acumulado até outubro deste ano, os preços dos açúcares tiveram aumento de 46% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre 2019/20 e 2020/21, o acréscimo tinha sido de 35%.
Já em relação ao etanol, tanto anidro quanto hidratado, a alta foi de 83% até outubro. O biocombustível sofreu uma retração de preço de 5% entre as duas safras anteriores.
Desta forma, Fernandes explica que a consultoria espera que o preço médio geral dos produtos dobre até março, levando a uma rentabilidade operacional positiva em 10%.
Perspectivas para a safra 2022/23
Fernandes ressalta que, desde meados de 2020, a inflação de insumos para a indústria sucroenergética teve uma forte e rápida intensificação. Então, espera-se que, para a próxima safra, alguns custos possam baixar, mas ainda assim fiquem acima da média.
“Nós esperamos que o custo da próxima safra possa ficar mais alto do que foi em 2021”, acredita Fernandes. Ele ainda prevê uma grande pressão de reajustes dos preços na futura temporada.
Além disso, segundo as estimativas iniciais da Sucrotec, não haverá um incremento significativo da produção de cana em 2022. Desta forma, será difícil diluir os custos de produção apenas com aumento de moagem.
Ele também espera que os preços de venda continuem em níveis remuneradores, mas ressalta a importância de manter os custos de produção sob controle, pois a margem entre os gastos e as venda tende a se manter apertada.
Giully Regina – NovaCana