A aprovação de subsídios para produtores de açúcar na Índia derrubou os futuros de demerara ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Para participantes, o tombo de 2% já embutiu o novo fundamento, e a expectativa agora é de que as cotações permaneçam acima de 14,30 cents por libra-peso, patamar que figurou como suporte nesta quarta-feira.
O objetivo com os incentivos é reduzir o encargo financeiro para usinas que operam com prejuízos e também incentivar as exportações. O governo deve pagar um subsídio de 45 rupias (US$ 0,68) por tonelada de cana produzida, afirmou o chefe do Ministério de Energia, Carvão e Energias Renováveis do país, Piyush Goyal.
Vale lembrar que em setembro a nação asiática, segunda maior produtora de cana do mundo, já havia estipulado uma meta ambiciosa de exportar 4 milhões de toneladas de açúcar refinado durante a safra atual, que teve início em 1º de outubro.
"As especulações sobre os subsídios já pressionaram os preços na terça-feira. Ontem, com a confirmação, houve nova queda", comentou Michael McDougall, diretor do Société Générale, em Nova York. Para ele, ainda é incerto o rumo que os futuros tomarão a partir de agora. Apesar de a informação ser baixista num primeiro momento, será necessário aguardar o desenrolar da safra na Índia para que o volume de exportação pelo país seja de fato mensurado.
Por ora, os gráficos apontam suporte, portanto, nos 14,30 cents/lb, seguido pelo de 14 cents/lb. Para cima, a resistência voltou aos psicológicos 14,50 cents/lb.
Ontem, março caiu 31 pontos (2,10%) e fechou em 14,47 cents/lb, com máxima de 14,63 cents/lb (menos 15 pontos) e mínima de 14,26 cents/lb (menos 52 pontos). Maio recuou 26 pontos (1,81%) e terminou em 14,14 cents/lb. O spread março/maio variou de 38 para 33 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.


O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quarta-feira em R$ 77,03/saca, baixa de 0,16% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 20,39/saca (+0,99%). A moeda norte-americana ficou em R$ 3,7776 (-0,91%).