Em sua quinta revisão do saldo global de açúcar na safra 2025/26 (outubro a setembro), a consultoria StoneX segue projetando um excedente de produção em relação ao consumo, ainda que menor que o visto anteriormente. Conforme números divulgados nesta terça-feira, 11, a perspectiva é de um superávit de 870 mil toneladas, ante as 22,9 milhões de toneladas estimadas em outubro.
Segundo relatório assinado pelos analistas Marcelo Di Bonifacio Filho, Rafael Borges e Mariana Aires, a oferta de açúcar em 2025/26 deve crescer 2,6% devido ao incremento das safras em Índia, Tailândia, México e América Central. Com isso, o total seria de 194,6 milhões de toneladas.
Eles também citam a resiliência da produção europeia mesmo em cenário de queda generalizada na área de beterraba. Ainda assim, a StoneX revisou seus números para a produção na Índia e no Brasil, levando ao corte.
O consumo mundial de açúcar, ainda segundo a consultoria, deve crescer 0,5% no ciclo, somando 193,7 milhões de toneladas.
Com isso, os estoques globais de açúcar devem crescer 1,2%, para 74,6 milhões de toneladas (valor bruto), resultando em uma elevação na relação estoque-uso para 38,5%. Ainda assim, os analistas observam que o nível segue abaixo da média de cinco anos, de 39%.
“Daqui em diante, com a finalização das safras no Hemisfério Norte, restará ao Brasil a definição do tamanho da safra 2025/26”, afirmam os analistas, que detalham: “Isso significa que, caso se aprofunde o cenário de queda do mix açucareiro no Centro-Sul em 2026 ou haja produtividade agrícola diferente do esperado, o saldo global pode conter alterações”.
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