Milho

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StoneX projeta mais milho no verão 2021/22, alcançando 29,8 milhões de toneladas


Reuters - Publicado: 03 Ago 2021 - 07:47

Em sua primeira estimativa para a safra de milho verão 2021/22 do Brasil, divulgada nesta segunda-feira, 2, a consultoria StoneX apontou 29,8 milhões de toneladas, crescimento de 15,7% no comparativo anual, com um ligeiro aumento de área após a temporada anterior sofrer com o clima, e os preços se fortalecerem.

Também foi divulgada a expectativa de aumento na área plantada para 4,45 milhões de hectares, ante 4,2 milhões em 2020/21, em meio ao balanço de oferta e demanda restrito, com a quebra da safrinha em 2021. “Assim como para a soja, o clima será central para se atingir esses números, lembrando que o cereal também foi afetado pelo clima irregular”, disse em relatório.

A StoneX ainda não está divulgando números da segunda safra 2021/22 e, por isso, adotou o maior nível que foi estimado anteriormente para o ciclo de inverno 2020/21, de 82,4 milhões de toneladas, para desenhar o balanço.

Com isso, a produção total de milho em 2021/22 teria potencial para atingir recorde de 113,94 milhões de toneladas.

Neste contexto, as exportações de milho em 2022 poderiam atingir 40 milhões de toneladas, ante 19 milhões em 2021, cuja safra sofreu com seca e mais recentemente com geadas.

Para a consultoria, a demanda doméstica de milho seguirá crescente no ano que vem, atingindo 72,5 milhões de toneladas, alta anual de 1 milhão de toneladas.

Safra atual

Para o milho da safra que está sendo colhida (ciclo 2020/21), seriamente atingida por intempéries, a StoneX calcula produção total em 87,14 milhões de toneladas, contra 87,9 milhões de toneladas apontadas no relatório anterior.

Essa nova estimativa para o milho é a menor desde 2017/18, quando o país produziu 80,7 milhões de toneladas do cereal, ressaltou a consultoria em nota.

A projeção para a segunda safra de milho 2020/21 foi novamente revisada para baixo, de 60,5 milhões para 59,6 milhões de toneladas, após geadas ocorridas no mês passado.

“O corte de mais de 800 mil toneladas resultou de uma expectativa de menor produtividade em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, destacando que esse último estado, juntamente com o Paraná, foram os mais atingidos por geadas no último mês”, explicou a consultoria.

Para o Sudeste, o avanço da colheita da segunda safra tem mostrado que os impactos do déficit hídrico sobre os rendimentos do cereal foram maiores do que se esperava anteriormente.

Nayara Figueiredo e Roberto Samora

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